domingo, 10 de junho de 2007

Valeu, Paola

Um oásis. Na p.12 do Diário. O texto de Paola Vasconcelos foge das indefectíveis iniciais maiúsculas em frases que são reduzidas a siglas:
Os veículos novos e usados movidos a gás natural veicular (GNV).

Na quase unanimidade, os textos vêm "gritando" assim: Gás Natural Veicular (GNV). Valeu, Paola Vasconcelos.

Quando nada

Do nada, reaparece a expressão “quando nada”, favorita da coluna Edilmar Norões. Ela havia desaparecido desde o dia que apontamos três citações no mesmo dia (Natação). A de hoje foi:
Quando nada, é o que se pode sentir na medida em que a frota de automóveis para atender ao Ronda do Quarteirão

Valeu boi?

Seqüestraram a vírgula na capa do Diário: Valeu boi. Devem ter usado para laço. Ela está corretamente colocada na capa do caderno Regional: Valeu, boi! .

sábado, 9 de junho de 2007

Diplomacia das aspas

Um belo exemplo do uso de aspas em uma só palavra está no blog do Josias:
Lula considera 'democrático' fechamento da RCTV

Não só vale para dizer que a palavra é literal como o "democrático" aí é mesmo tortuoso, como demonstra a entrevista, um Lula cheio de pernas com medo de provocar a ira de Chávez, com "coisas verbais". É gostoso de ler. Clique no link acima.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Festa muda rotina

Na capa do Diário:
Em Mossoró, a rotina da cidade vira espetáculo.


Achei curioso a rotina virar espetáculo e fui atrás. O autor da chamada da capa fez uma "transliteração" do texto do caderno de Turismo. O texto matou minha curiosidade, não tem nada de rotina virar espetáculo:
A cidade muda a sua rotina e se transforma no palco do grande espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró

Totalmente destruído

Deve dar perda total no seguro do Corolla que bateu em alguns carros e provocou a morte de um aposentado. Dois trechos da p.15 não deixam dúvida, ficou só o meio do carro:
...um Corolla preto, de placas HWO-6215, que teve a traseira totalmente destruída.
O Corolla com as duas mulheres teve a frente totalmente destruída

Vai ver que é por isso o título: Múltipla colisão

E abertura da matéria fala em cinco veículos, o texto cita apenas quatro: Gol (HXQ-3105), Escort (HTZ-6270), Corolla (HWO-6215) e Parati (MMT-7078).

Plástica nas dobras

Este título da p.8 do Diário está ótimo:
Dobra procura por plásticas

Quem tem dobras (pregas) precisa de plástica, lipoaspiração. Perfeito, então, o título.
O da segunda matéria é que contém palavra estranha:
Cuidados antes do procedimento

Atrasadinho

A coluna de Edilmar Norões trata ainda da defesa que a deputada Rachel Marques faz da Petrobrás (Gabrielli) e do esforço do PT para se dizer a favor da siderúrgica. Assunto de terça-feira.

Avestruz na cabeça

Na capa do Diário, a chamada “Estado volta a apostar em avestruz”:
Embora o Ceará tenha, na memória, experiências sem sucesso na criação de avestruz, o governo estadual vai incentivar produtores familiares a apostar no ramo.

E reforça no abre da matéria, no Regional:
Mesmo com experiências malsucedidas na criação de avestruz, o governo do Estado decide investir no setor.

Na minha memória, não há experiências sem sucesso, apenas a da Avestruz Master. Alguém se lembra de outra?

O sol ajudou

O Povo chamou na capa: Praia do Futuro lotada no feriadão.
Título da p.7: Dia de sol no feriado lota a Praia do Futuro

O texto da capa diz:
O sol ajudou e a Praia do Futuro ficou lotada.

Até parece que estamos no inverno, chovendo todo dia, até que o sol abriu. Oba, fomos todos à praia.

Senador demais

Hoje a Vertical (O Povo) cometeu o que não é de seu costume, um pequeno deslize, que a Comunicado (Diário) há muito já não comete. Está no primeiro tópico:
... relatora do projeto na Câmara Federal

O Congresso Nacional contém o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, também chamados de câmara baixa e câmara alta, no congresso bicameral. Às vezes se confunde com o nome do Senado que é Federal, às vezes para se contrapor às câmaras municipais. Por isso vemos tanto Câmara Federal. Este federal, se usado, deve vir em minúscula, um mero adjetivo, não o nome da instituição.

O Senado é federal por representar cada ente federativo. Enquanto o número de deputado está de acordo com a população de cada estado, a quantidade de senadores é a mesma para cada um. Por isso se diz “Inácio Arruda, senador pelo Ceará”. Não posso dizer: “Sarney senador do Amapá”, mas “pelo Amapá”. Isto é, o Maranhão tem senador demais.

Nem depois

Um dia depois de comentarmos aqui, foi a vez do Povo contribuir com exemplo de repetição do após e rejeição do depois. Numa só frase. Está na p.2:
Policial militar aposentado foi preso em flagrante após matar o vizinho com dois tiros após uma discussão.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Minúsculas, por favor

Na p.5 do Povo, na matéria Dia para celebrar Corpus Christi, frei [Galvão] e papa [Bento XVI] ora são grafados com inicial minúscula (como deve ser), ora com maiúscula. É uma no santo, outra no...

Na mesma matéria, o "2 min" repetiu informação do [+] ATIVIDADES

Se decide

Na capa do Povo, no texto da chamada "Conselho pede a expulsão de capitão da PM":
O Conselho de Justificação da PM decidiu pela expulsão do capitão...
Acho que, aí, o verbo é pronominal: "...se decidiu pela" ou "decidiu-se pela"

Após, após. E depois?

Parece que a palavra "depois" também entrou no índice da novilíngua jornalística. Só se vê o pomposo "após". E agora? Até numa nota curta, repete o "após" em três linhas mas não se rende ao depois. Como nesta nota no cabeçalho da p.5 do Diário (só na versão impressa):

Após 6 dias internada, Elza Soares, 70, recebeu alta ontem após se submeter a uma cirurgia no intestino, no Rio de Janeiro.

Iniciante

Esta é da p.5 do Diário. E logo no início:
A iniciativa de dar início...

Cifrado

Está no cabeçalho da p.3 do Diário:
O senador Inácio Arruda (PC do B) está reclamando encaminhamento das propostas da reforma política no Senado Federal
Reclamando do quê?

De mais ou de menos

Está na capa do Diário:
Baseado na obra de Ariano Suassuna, estréia no próximo dia 12, "A Pedra do Reino"
Há vírgula de mais ou de menos?

83% de impostos nos presentes

Calma, é apenas em um presente, o casaco de pele. Na capa do Diário:
Imposto chega a 83% no preço dos presentes

A chave

Sob o título "Tonterias", Mirian Leitão (Diário) clareia a relação de Chávez com a imprensa e dá uma cutelada em Marco Aurélio Garcia.
Corra para ler. Clique aqui. Depois volte.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ah, essa mania de exclusividade

Sobre a denúncia grave do Ministério Público, que acusa a imprensa pela morte da testemunha Ana Bruna, conforme o post abaixo, fui pesquisar.

Pelo que vi, a matéria que revelou a existência da testemunha foi publicada no Diário, no dia 10 de abril, sob o título (clique no link para ler a matéria completa):
Elucidada pistolagem contra um comerciante

O texto identifica a testemunha:
O depoimento de uma mulher, que convivia há quatro anos com o ex-soldado da Polícia Militar Ademir Mendes de Paula, 35 anos, morto com oito tiros no último domingo, foi determinante na elucidação da pistolagem do comerciante. “Foi o Ademir quem matou o Valter Portela e, por este crime, recebeu a quantia de R$ 10 mil”, contou a jovem (não identificada por questão de segurança). Ademir era envolvido em crimes de extorsão, assalto e, de acordo com a garota, “matou muita gente por aí”.

O texto não diz o nome da jovem, "não identificada por questão de segurança". A repórter esqueceu que, ao dizer que a mulher "convivia há quatro anos com o ex-soldado", já a identificou para os assassinos. Para o leitor em geral, a identidade foi preservada, não para os que estavam interessados no silêncio dela.

No dia 16, três dias depois da morte de Ana Bruna, a repórter tenta dar esclarecimentos, na matétia que tem o título Grupo de extermínio na PM foi denunciado pela jovem morta

Eis o trecho:
Quatro dias antes de morrer, ela deu uma entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, falando sobre o envolvimento do companheiro - o ex-soldado da Polícia Militar, Ademir Mendes de Paula - também assassinado recentemente - em um grupo de matadores, do qual também fazem parte pelo menos mais dois policiais militares que estão na ativa.

Na divulgação da entrevista, o Diário optou por não revelar detalhes do que a garota havia contado, envolvendo os PMs, para que não houvesse represália. Em matéria veiculada no dia seguinte, constava apenas o desabafo da adolescente falando sobre a participação do companheiro em crimes de pistolagem (como o que vitimou o comerciante Valter Portela, em 1° de março deste ano).

Lamentavelmente, não parece ser verdadeira a frase "o Diário optou por não revelar detalhe". Segundo o texto, "para que não houvesse represália". A realidade desmente o texto. O Diário revelou a identidade da testemunha, de apenas 17 anos. E disse que ela sabia tudo sobre o crime, a ponto de elucidar todos os crimes daquela rede de pistolagem. E a represália veio em seguida, da pior forma.

É um caso que merece reflexão, é uma questão ética, uma questão de vida.

É possível que o Ministério Público tenha razão. Também pesa sobre a imprensa a culpa pela morte de Ana Bruna, da mesma forma que pesa sobre as autoridades que não foram competentes para defendê-la dos bandidos. Nem de jornalistas.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Denúncia grave

A imprensa também é culpada pela morte de Ana Bruna. Segundo o promotor Jarlan Botelho.

Foi publicado hoje na p.8 do Povo:
a divulgação na imprensa da existência de uma testemunha chave foi determinante para a execução de Ana Bruna.

Se eu entendi, a divulgação (irresponsável?) de que haveria uma testemunha disposta a falar, num inquérito que apura crimes de pistolagem, antes que ela entrasse num programa de proteção, foi fatal para Ana Bruna.

Os jornais, que resguardam nome de vítimas (de seqüestro, principalmente), agiram de forma imprudente, se estiver correta a grave acusação do promotor. Na certa, uma corrida pela exclusividade. Válida, a princípio. Mas tem limite, o risco de vida. Você também acha que a imprensa é culpada, ou cumpriu sua função de informar?

PT cheio de notas

Toda hora vejo uma nota diferente do PT nos jornais dos últimos dias. Primeiro teve uma nota de desagravo a Sérgio Gabrielli. Mostrou-se um desastre, tanto que teve que soltar uma segunda.

No dia anterior, a deputada Rachel Marques sentiu a necessidade de explicar que apóia a siderúrgica. Mas acrescentou, precisamos debater que modelo queremos.
Aí veio a segunda e minúscula nota do PT – o partido precisou dizer que apóia o projeto da siderúrgica. Do jeito que está posto.

Na TV, o deputado Nelson Martins dá a deixa das desavenças. Esta é a posição do partido, se houver outro tipo de manifestação será opinião pessoal, não do partido.

Cansado das notas paroquianas, vejo a nota do PT de apoio ao autoritarismo de Chávez na destruição da RCTV, que lhe fazia oposição. A Globo que se cuide.

Sem acento


Ceará tá igual a Petrobrás

Título do Povo (p.23) tira o acento de Ceará: Governo ainda tem US$ 104 milhões para Ceara Steel

Abaixo, ilustrando a matéria, placa indicando o local grafa corretamente Ceará.

Plantada na redação

45 árvores são declaradas imunes ao corte na cidade, diz a p.6 do Povo. Legal, né?
Se avexe na alegria não. O Diário (p.12) diz que Prefeitura adia assinatura de decreto.

A matéria do Povo foi escrita “da redação” e deu como fato consumado, diz que a secretária Daniela Valente (Seman) “anunciou em solenidade realizada no final da tarde de ontem o decreto assinado pela prefeita Luizianne Lins.

No final da tarde de ontem estava repórter do Diário no Passeio Público, onde seria assinado o decreto. A prefeita deu o cano. Desabafo de repórter: o ato marcado para ontem foi transferido para o seu gabinete – em data a ser definida – depois de espera de mais de uma hora por parte da população e autoridades presentes.

Nem errando

Abaixo da manchete “Justiça mantém barracas na Praia do Futuro”, o texto do Povo começa assim:
A três dias do feriado de Corpus Christi, o presidente do STJ confirmou...

O que é que esse "A três dias do feriado de Corpus Christi" faz aí? Não mudou nada. Se fosse o contrário, aí sim. O leitor seria alertado de que as barracas poderiam não estar mais lá no feriado. E se mandaria para o Beach Park.

No “erramos” de hoje O Povo erra, escreve Petrobas. Esqueceram o “r”, queria um dia ver esquecer de desobedecer a gramática e escrever Petrobrás.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Quando distante

Os jornais de domingo circulam a partir de sábado, com restos de notícias de sexta, alguns cadernos fecham na quinta. Isto é, jornal velho. Os de segunda deveriam ao menos compensar a preguiça do fim de semana. Nada. Todos deram manchete de matérias frias e, menos O Estado, policiais:

Povo
PF prende família fabricando crack

Diário

Delegacias da RMF novamente superlotadas

Estado
Empresas vivem “apagão” logístico

O fato mais próximo ocorreu no amanhecer de domingo. Se no Povo o assunto foi manchete, mereceu no Diário uma coluna curta e com data “atualizada”: ontem.
E para saber que aconteceu na “madrugada de sábado para domingo”, no Povo, você tem que caminhar bastante no texto. O quando ficou distante.

E o Estadinho ainda tacou esta crase na manchete da p.3:
Ministro será pressionao à incluir Fortaleza no PAC

domingo, 3 de junho de 2007

O Povo corrige, o Diário não

Hoje o "erramos" do Povo está repleto. Alguns dos erros só agora reconhecidos foram apontados pelo blog no dia da edição como os do dia 26 de maio. Enquanto isso, o Diário se recusa a aceitar que trocou o nome dos autores na seção "frases" do dia 30 de maio. Não por falta de espaço, o "Autocrítica" estava vazio.

É até bem feito,

No dia 30, fomos elogiados no blog do Roberto Maciel, com a participação dos também jornalistas Marcus Sá e Luiz Carlos Carvalho. Ótimo Sobretudo:

A propósito, há um blog novo de análise dos jornais locais no ar. É o Mirando a mídia. É até bem feito,

O Mirando a Mídia agradece e dá as boas-vindas às idéias para discutir a mídia cearense, que venham da melhor forma.

Se quiser ver o comentário completo, clique no título: Estilo Ricúpero: o que é bom a gente fala

sábado, 2 de junho de 2007

Grande, Sinfrônio

clique na charge para ampliar

Só no Povo

Além da reação de Lula a Chávez e da UFC no Enade, outras notícas saíram só no Povo, ou com informação a mais, como nas matérias abaixo (clique no título para lê-la):

Advogado diz que Veridiano deveria ter sido morto
Entrevista exlcusiva

Polícia prende familiares de dentista
Duas novidades: as fotógrafas eram também adolescentes, meninos também teriam sido vítimas

Esta foi demais:
Só no Povo, só na versão impressa. A coluna Vertical publicou duas vezes o seguinte tópico:

MARACANAÚ FASHION

Esta só o Diário deu (manchete):

Quadrilha vendia carro "fantasma" pela internet.

Enad sem Unifor é nada

A UFC ficou em primeiro lugar no Enad, o exame nacional de desempenho de estudantes.
O assunto mereceu todo o espaço editorial da p.8 do Povo. Merecia também uma chamada de capa, que não houve.

Adivinhe como o tema foi tratado no Diário. Cansei os olhos de tanto procurar. Nem uma linha sobre o assunto. Que coisa...

Polêmica: licença para mentir

Capa do Povo traz esta chamada:

LEÃO VENCE O SANTA CRUZ EM JOGO POLÊMICO
Li a matéria. Não há nada nela que justifique o adjetivo "polêmico"


Polêmico mesmo é o artigo de Alberto Amadei, na p.4. Quando comecei a ler, o título me pareceu um pedido:
A licença para mentir

E começa:
Não há dúvida de que o governo democrático venezuelano não renovou a concessão à uma TV venezuelana pela mais justificada das razões.

Absurdo tentar justificar o ato ditatorial contra a liberdade de expressão, de calar a voz de idéias oposicionistas. A mesmíssima justificativa poderia ser brandida em defesa dos autoritários atos dos governos militares na recente ditadura brasileira, incluindo a censura. Alto lá.

Absurdo também usar essa crase em "a uma".

O autor dá uma dica:
Pinochet e os generais tupiniquins tiveram meios de comunicação para apoiá-los
Chávez, o aprendiz de ditador, sabe disso muito bem.

Todo governo detesta a imprensa contra, os ditadores tratam de calá-la.

Contra os argumentinhos do texto, a frase altiva de um juiz americano:

A Imprensa não precisa ser justa, precisa ser livre.

Se mesmo assim, ainda quiser ler o artigo, clique aqui.

Sem crítica nem autocrítica

O Diário ainda não corrigiu o erro cometido no dia 30 de maio, na p. 2, quando atribuiu a Renan Calheiros uma frase do senador Almeida Lima.

Jogada na geladeira

O leitor que gosta de futebol vai direto ao assunto no jornal. O caderno Jogada, do Diário, se destacava nisso. O leitor sacava o caderno para ler resultados e comentários das partidas do dia anterior.

Já não é mais assim. O leitor que se lixe. As matérias do Jogada são agora frias, deve estar sendo fechado mais cedo. As notícias quentes do esporte são encontradas no primeiro caderno. A saída talvez seja fazer como hoje, incluir as páginas do Jogada logo no primeiro caderno.

Lula só na capa



O Diário botou a foto do presidente Lula (veja ao lado) dizendo que ele reagiu às declarações de Chávez sobre o congresso brasileiro.

É verdade, Lula reagiu mesmo, mas não nas páginas internas do Diário. Toda a informação sobre isso se resume a esta frase na capa: "Lula reagiu".

Nas páginas 5 e 6, para onde a chamada remete, os seguintes títulos, pela ordem:

Chávez provoca brasileiros

Venezuelano procura esclarecer

Crítica de Chávez no Parlamento do Mercosul

Chinaglia e Renan condenam Chávez

TV cassada apresenta programa na internet

O nome de Lula não aparece nem nos textos internos. Não foi por falta de espaço, quase todo ele das duas páginas dedicado ao assunto. Nenhuma das matérias cita qualquer reação do presidente Lula. Esqueceram de colocar a matéria ou só o editor da capa tinha a informação mais recente da reação presidencial.

No entanto, você encontra a matéria no Povo: Lula pede explicações a embaixador. É bem aqui.

Kiko show





O repórter fotográfico Kiko Silva emplacou duas boas fotos na capa de hoje do Diário.

Sobre a foto à direita, o título poderia ser mais enxuto, pois uma das sacadas da foto é o texto que está no outdoor.

Menos texto seria: VIDA DE CÃO

Esse "na capital" está sobrando.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Quadra chuvosa - doenças de inverno

Alguém se lembra quando é o inverno no Ceará?

Os jornais evitam o termo. E lascam mais uma dessas expressões de laboratórios, linguagem técnica para os leitores: quadra chuvosa (com suas variantes). Como ocorreu hoje no texto abaixo da manchete do Povo:

Viroses lotam emergências em Fortaleza
...Segundo os médicos, essas viroses ocorrem todos os anos no período da quadra chuvosa.

Ou os jornais estão cada vez mais dependentes de agências de notícias (geradas do Sudeste), ou as redações estão cheias de profissionais alheios à nossa realidade cultural, ou estão todos contaminados com o pensamento racionalista, com o credo de que a única salvação para o planeta é o pensamento científico. São os revisionistas das expressões idiomáticas, fontes de riqueza de uma língua, os defensores do "risco de morte".

Voltemos. No mesmo local em que aprendi que o dia está bonito pra chover aprendi que quando chove, é inverno. Se não é científico, é cultural. Agora chegam os racionalistas (lá vou eu de novo) para que façamos genuflexão ao cientificismo, os neojesuítas.

O povo associa inverno a chuva. Mais uma razão para O Povo ter colocado a palavra inverno na capa de seu jornal. Qualquer pessoa que lesse associaria às chuvas, o que nem todas fariam com a pomposa expressão "período da quadra chuvosa". Clareza na informação. Deixasse a linguagem acadêmica para o texto na matéria, se fosse o caso.

Números do Diário - sem padrão


Anteontem, comentei aqui sobre a falta de padrão quando se destacam números nas matérias do Diário. Até então, a palavra que se seguia ao número destacado, ora começava com maiúscula ora com minúscula. E citei que o Povo resolvia o dilema colocando todo o texto em caixa alta. Alguém resolveu aceitar a sugestão e colocou em caixa alta a palavra seguinte ao número, mas não avisou os outros editores. Resultado, aumentou a "despadronização".

Além disso, ora colocam apenas uma, ora mais de uma palavra em negrito, como podem ver na ilustração acima (clique nela para ampliar).

Aliás, por falar em mudança, O Povo é bem mais ágil no reconhecimento de erros e em corrigi-los como acabou de fazer na edição de hoje com os "2 min". A arrogância profissional do Diário vai manter aquela "terceirização" da autocrítica. Enquanto não mudarem aquela seção para "Crítica e Autocrítica" ou algo semelhante estarão pagando mico pelo ridículo de não reconhecerem um erro básico de conceito. Quem faz autocrítica não são os outros. O ridículo se amplia quando o texto sai como o de hoje:
A seção "Autocrítica" continua à disposição dos leitores interessados em melhorar a qualidade do Diário.

Agora sim: 2 min


Alvíssaras. Discretamente O Povo veio hoje com mudanças no seu projeto. O"2 min" está mais limpo sem o desnecessário apóstrofo, que foi afogado na surdina. Melhorou.
Sobre o pleonasmo contido em 2' min, já havia comentado aqui.