sábado, 14 de julho de 2007
Degradação do texto
É bom ler essa do Diário. A empresa que convidou o repórter é suspeita de poluir o Rio Poti, em Crateús. Está judicialmente impedida de operar uma de suas fases da produção de óleo. Veja o que ele disse:
Me parece um texto cheio de arrodeios, outros errinhos:
De longe se pode ver a agressão sofrida pelo Rio Poti, que corta o município de Crateús, a 356 quilômetros de Fortaleza. Uma grande quantidade de resíduos sólidos se misturam com
se mistura
nas margens próximas ao perímetro urbano da cidade
nasce em Quiterianópolis e desagua no Rio
deságua
As atividades começaram no último dia três
dia 3
A Brasil Ecodiesel deu férias coletivas a todos os funcionários.
Você lê a matéria aqui: Degradação do Rio Poti continua
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Inversão nas manchetes
Tudo bem, o Brasil tem recorde de empregos novos: 18,58%. O fato supreendente, escondido no sobretítulo, é o desempenho do Nordeste: 149%. Pois num é que, nesse mar de rosas, as vagas no Ceará caem 8,95?!
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
Desestilulada
Essa palavra estranha está publicada na p.6 do Vida & Arte (O Povo), na seção Fora do Ar, e se rerefere a Ana Maria Braga:
A apresentadora aparece visivelmente desestilulada.
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Gasosa
Se for comprar gasolina, guie-se pelo Povo, encontrou o litro a R$ 2,25 e botou foto da placa.
No Diário, o menor preço está a quase R$ 2,30.
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22:07
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Um outro Inácio é possível
Em outros tempos, não haveria dúvida que Inácio estaria criticando o senador pedetista porque este estaria apoiando alguém acusado de quebar o decoro, de usar dinheiro público para fins privados. Mas não, é o contrário.
A foto do dia é de Geraldo Magela, da Agência Senado, publicada na p. 2 do Povo.
O Diário trouxe matéria sobre o mesmo assunto (crise renal do Congresso), mas não deu uma linha sobre o mico que Inácio Arruda pagou em cadeia nacional de TV.
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Sem ponto, nem vírgula
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21:24
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Que peça!
Na mesma página, colocou palavra inexistente na legenda da foto inferior:
Adriano Chuva foi afastado sob a alegativa de deficiência técnica
A que existe é alegação.
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quinta-feira, 12 de julho de 2007
Gasoduto para a siderúrgica
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23:34
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O o tem som de u
O Diário grafou duas vezes a palavara descompostura assim: descompustura.
Leia a matéria aqui Troca de acusações na AL
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
Boa jogada
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Bons ventos
Agradável a forma como Mariana Toniatti começou sua matéria na p.6 do Povo. Uma matéria de serviço, de qualidade. Leia nem que seja só o início:
Temporada dos ventos começa mais cedo
Se quiser comparar, tem matéria sobre o mesmo tema no Diário:
Árvore cai e atinge quatro veículos
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Objetivos secundários
Trecho do texto da manchete do Diário:
o túnel descoberto no IPPOO II tinha por objetivo principal proporcionar a fuga
Fiquei imaginando qual seria o objetivo secundário...
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Lustosa verde-oliva
Começou muito bem a coluna de Lustosa da Costa (Diário):
Não falem do Brasil perto de mim
Se há algo que detesto é estar numa roda e ouvir algum parvo dizer: ´Todo brasileiro é ladrão´! Será confissão de culpa? Algum remorso que o fere? Pior ainda reside em receber e-mails de alguém destratando do Brasil, falando mal de meu País. Se ele é ruim, isto depende de seus habitantes. De nós, de ninguém mais.
Devia ter parado aí. Tava tão bem. Mas, a partir daí, repetiu argumentos de campanha publicitária da época dos militares, contra os "subversivos". Lembram do "Brasil, ame-o ou deixe-o"? Veja o que ele disse:
Se há quem esteja tão insatisfeito em residir aqui pode se mudar para Miami. Ou para Assunção. Ninguém mora no Brasil, à força, por obrigação. Senão gosta do País, o melhor que faria seria abandoná-lo.
O mais importante está aí, mas pode ler a coluna toda, clicando aqui.
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terça-feira, 10 de julho de 2007
Números do túnel
Descoberta de um túnel do presídio foi manchete dos jornais. Povo e Diário concordaram na extensão, 51 metros. Mas, na medição do início do buraco ao muro do presidio, diferem. Dá 19 metros no Diário, e 16 no Povo.
Quanto à altura do túnel, a diferença supera os 100%. Enquanto O Povo afirma que é de 1,5 metros, o Diário garante que é 65 centímetros.
Você lê a matéria do Povo aqui Descoberto túnel para fuga de assaltantes do BC
E aqui a do Diário: Descoberto túnel no IPPOO II
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segunda-feira, 9 de julho de 2007
Isso é O Povo


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Surpresa no Diário
Hoje, o Diário dedicou suas páginas de Política ao assunto. A coluna do Edilmar, que só trata de política, deu na última nota. E também com um título curioso: "Acredite se quiser!". Na Comunicado, que traz mais novidade política do que a do Edilmar, nenhum comentário.
A coluna que trouxe o assunto em primeiro plano foi a de Negócios, do Egídio Serpa. E disse algo que parece piada:
pedido de exoneração do deputado Artur Bruno, do PT — fato antecipado sábado por esta coluna
O Diário levou o furo, e a coluna, a meu ver, de forma desonesta, afirma que deu a notícia já no sábado.
Se o colunista achasse mesmo que estava antecipando fato tão relevante, não o teria colocado perdido entre pequenas notas, a penúltima da seção "Livre Mercado". O que ele disse lá, sábado, é mais um chute, à Alan Neto (Vale-tudo, O Povo), do que um furo:
O governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins tiveram ontem à noite um jantar a sós que não estava agendado. O prato quente foi o pedido de exoneração que um dos secretários encaminhara na véspera ao governador. Especula-se que o demissionário seria um petista.
Este repórter apurou que o governador só anunciará o nome do secretário demissionário, já quando tiver escolhido seu substituto.
Fala sério, o colunista não atencipou a saída de Bruno. Anunciou que um secretário havia pedido exoneração. Especulou que o demissionário fosse petista. E apurou que o nome não sairia agora.
Ou o jornalista não sabia o nome mesmo, e aí dizer que antecipou o fato é um tipo de desonestidade intelectual, ou sabia e guardou para si, talvez por conveniência da fonte. Nos dois casos, não houve a antecipação alegada.
Egídio não é foca, não precisa forçar demonstração de que pode dar furos. E, por ser tão experiente, teria dado a notícia como manchete de sua coluna. Não é mesmo?
Fazer especulação e, se o caso se confirmar, dizer que foi antecipação. Assim, até eu. E o Alan.
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Vítima da estatística
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domingo, 8 de julho de 2007
Show do Povo
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Verdades temporárias
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sábado, 7 de julho de 2007
Gol na Jogada
O atacante Ciel abandonou o Ceará e deve estar se transferindo para o exterior. No dia em que o técnico Heriberto da Cunha chegou à capital, o clube dispensou ainda seis jogadores
Foi a principal matéria da p. 19:
Ciel dribla Alvinegro
O Diário não deu como a principal matéria da p.20. O texto da abertura também foca Ciel, mas o título inverteu os valores. Erro de avaliação, num título ruinzinho:
Ceará dispensa seis, e Ciel também sai
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Herói
Iguais os jornais. Num mesmo assunto, tratamento especial do Povo. Falaram de afogamentos. O Povo arrasou no ângulo, fez um perfil do garoto que virou herói ao salvar a vida de dois amigos e perder as forças para salvar a sua. Na praia da Leste-Oeste. O texto não é brilhante, mas cumpre seu papel. Vale a leitura:
Despedida de um herói
O editorial também trata do assunto:
Solidariedade heróica
ÓBITO DA MORTE
A do Diário, matéria de serviço e alerta, usa e repete termo pomposo. Iniciou logo assim:
Quatro óbitos em uma semana alertam os banhistas para os perigos nos banhos de mar durante as férias
Óbito é a segunda palavra do texto e se repete por mais quatro vezes. Morte não aparece. Nada contra o óbito, mas o coloquial é morte. Serve para evitar a repetição, como neste exemplo muito bom: "à morte do marido, a mulher passa ao poder do cunhado três dias depois do óbito" (Oliveira Martins).
Eis a matéria do Diário:
Ventos tornam mar mais perigoso
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17:43
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sexta-feira, 6 de julho de 2007
Pó no Povo
Na primeira vez que os dois jornais trataram o assunto, hipóteses antagônicas quanto ao local de onde saiu o carregamento de cocaína apreendido em alto-mar com pescadores cearenses. Enquanto o Diário assumiu o fato como comprovação de que o Ceará é um dos principais pontos da rota internacional de tráfico, O Povo dizia o contrário: indícios de que o barco saiu do Ceará, e pegaram a mercadoria no Norte.
Depois, o Povo passou a dizer, como até hoje, que a polícia tinha dúvida sobre de onde a droga partira. Hoje, o Diário nem tocou no assunto.
O Povo, em manchete, assume a tese do concorrente:
Fortaleza é base de tráfico internacional, diz PF
Engraçado é que o texto dá entender que a PF foi perguntada se seria verdade a tese de que o Ceárá é rota internacional. Isto é, o Diário pautou o Povo. O início do texto dá a chave. Note que ele não diz por exemplo, "PF afirma que Fortaleza é base...". Não, ele põe um "admite":
A Polícia Federal da Paraíba admitiu que Fortaleza é base do tráfico internacional de drogas no Brasil.
E dá uma explicação comprometedora:
A constatação partiu de investigações sigilosas que estão sendo feitas pela instituição e ganhou força com o interrogatório dos cearenses presos.
Quer dizer, será um vexame para a PF cearense se os policiais da Paraíba chegarem a essa constatação. Compromete os federais daqui. Mas se a polícia daqui sabia, compromete O Povo. Não foi competente para descobrir essa informação. Já que o Diário sempre afirmou isso.
E, ao dizer que a hipótese ganhou força com este episódio, está fazendo quase uma paráfrase da abertura do repórter do Diário na primeira vez que tocou no assunto:
mais um fato comprova que o Ceará é um dos principais pontos da rota internacional de cocaína para a África e Europa.
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
Avesso do avesso
Capa do Diário parece ter grafado uma palavra com sentido contrário ao sentido do texto na chamada sobre passeios ao exterior:
Os destinos mais procurados são Europa, América do Sul, Estados Unidos e o Canadá que desponta, nesta temporada, como emissivo em potencial.
Se o emissivo é o que emite, quer dizer que o Canadá, ao mesmo tempo em que é um dos mais procurados para passeio, é também dos que mandam mais turista para cá. É isso mesmo? Ou "emissivo em potencial" é mais um dos termos técnicos não traduzido para os leigos?
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A Rota
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Dor-de-cotovelo
Ontem, num fim de página, em forma de anúncio (não está na internet), o Diário passou recibo da dor-de-cotovelo por ter levado um furo do Povo. Deu com exclusividade a condenação dos envolvidos no furto ao Banco Central. O Diário foi se queixar à Justiça, que mandou uma carta em resposta. A instituição Justiça não dera privilégios. Se houve, foi de iniciativa de algum juiz.
Se o Diário abriu o flanco, O Povo mandou ver hoje, um direto no fígado, em forma de nota de redação (clique na figura ao lado para ampliar).
O Povo rebate de frente a acusação e demonstra que o furo se deveu ao trabalho de acompanhamento dos repórteres. Pois a divulgação já era pública, estava no site da Justiça. Se foi mesmo assim, o Diário pisou na bola e ainda pagou o mico de achar que a culpa era da Justiça, não da incompetência ou falta de sorte sua.
Em outras ocasiões os dois jornais agiram em sentido inverso. A coluna Vertical chegou a reclamar que o Estado estaria sonegando informação ao Povo e passando ao Diário.
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O Povo errou
Quase 10 dias depois, o Povo reconhece o erro em um de seus títulos. Estranho o atraso porque o erro não estava escondido, mas no título da matéria e foi comentado aqui no mesmo dia em que foi publicado (clique aqui para ler Álcool: subiu ou desceu?). O Erramos de hoje:
Economia(26/6, pág. 23) O título correto da matéria é "Álcool mantém alta mesmo na safra" e não como foi publidado.
A correção se dá depois de três dias que o blog deu destaque ao comentário do jornalista Carlos Eugênio, do Diário, sobre o assunto:
O Jornal O Povo, infelizmente, errou, grosseiramente, na manchete sobre o tema
Para ler o comentário completo do jornalista, clique aqui Correção
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quarta-feira, 4 de julho de 2007
Mar de desencontros
Povo e Diário, mais uma vez, publicam versões antagônicas sobre de onde partiu a droga apreendida em alto-mar com pescadores cearenses.
O Diário, de novo, fala alto:
Embora não tenha ainda se pronunciado oficialmente sobre a origem da droga, a PF da Paraíba já não tem mais nenhuma dúvida de que a embarcação partiu da costa do Ceará com a cocaína que teria sido produzida na Bolívia.
Eis a matéria: Pescadores receberam dinheiro de boliviano
A dúvida está no Povo:
A PF ainda não sabe de onde saiu nem onde foram embarcados os 860 quilos da droga
Matéria do Povo:Símbolo em pacote de cocaína é pista para identificar cartel
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terça-feira, 3 de julho de 2007
Ai, que preguiça
Texto da capa do Diário:
A retração do consumo de combustíveis
plural genérico: gás, gasolina, diesel, álcool
em Fortaleza, no mês de junho, derrubou os preços do litro do item,
opa, agora é só um : o item. Qual?
que começa o segundo semestre com o menor patamar de preço desde o início do ano passado.
Qual? Parece mais um teaser do que o anúncio de uma notícia. Se quer saber mesmo qual foi o "item", há de prosseguir ainda um tanto na leitura:
Em alguns estabelecimentos, é possível encontrar o litro da gasolina
Nome disso: preguiça.
Quem escreveu na capa apenas deu control C+V. Copiaram a abertura que o repórter fez para a matéria interna. O repórter está certo, lá o título já informa:
Preço da gasolina cai e é encontrado a R$ 2,35
Já o título da capa não é bem conectado:
Consumo em baixa reduz preço do litro
Ai, que preguiça....
Só mais um pouquinho. A informação da capa está em desacordo com uma peça (imagem ao lado) publicada na p.3 do caderno Negócios. Lá, diz que a retração foi no preço, de 15% a 20%. A capa diz que a retração é no consumo. Foi o mesmo índice para os dois? Texto da capa:
o índice de retração [do consumo] estaria entre 15% e 20%.
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Pó em alto-mar
Aqui, você lê a matéria do Diário:
E aqui, a do Povo:
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Falta de respeito
O repórter, principalmente, o especializado, deveria ter o cuidado e a função de "traduzir" para linguagem dos leigos os termos técnicos. Neste exemplo, é o inverso: converte o dizer popular para o padrão técnico. Atente aí:
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato, José Ildo Silva, diz que, realmente, quando não há 'inverno' (regularidade na quadra chuvosa)
Essa tradução entre parênteses já é estranha, mas aspear o termo inverno na fala do agricultor tem um quê de arrogância. Faltou colocar sic. A tradução talvez se justifique para o leitor urbano. Vá lá. Agora, colocar aspas é avisar para o leitor que o presidente do sindicato falou errado. Se for isso, terá sido falta de respeito à cultura do entrevistado.
E acho que ainda traduziu errado. Inverno quer dizer chuva. Pode haver regularidade na quadra chuvosa - chover pouco, embora regularmente, não é inverno. No máximo, inverno ruim.
Não custa lembrar que, para o povo, principalmente para os trabalhadores rurais (foco da matéria), há o inverno bom, quando chove, e inverno ruim ou mesmo seca, quando mais grave, na escassez de chuva. Inverno para nós é chuva. Fomos criados nessa cultura, a língua não é escrava dos tecnismos. Preconceito.
Aliás, como ouvi de Nonato Albuquerque, no rádio, o Ceará, na verdade, tem quatro estações bem definidas: verão, verão, verão e verão.
Deve ser por isso que a gente fica fora do horário de verão.
Fora isso, a matéria é muito boa, vale a pena ler, clique aqui:Casas de farinha passam por crise
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Correção
Caro André,
Muito bons seus comentários e críticas sobre os dois jornais, O Povo e Diário do Nordeste.
Em relação a data da safra da cana-de-açúcar, a matéria do DN está correta. Ela ocorre entre os meses de abril e julho, o que deveria, em tese, levar à queda dos preços de seus derivados (álcool, açúcar etc).
O Jornal O Povo, infelizmente, errou, grosseiramente, na manchete sobre o tema. Lamentável, mas o DN não pode, nem deve em suas matérias, ficar corrigindo erros de outros jornais. Deve cuidar para que suas informações estejam corretas, o que faz sempre.
Grande abraço e parabéns pelo trabalho.
Carlos Eugênio
Jornalista da Editoria de Negócios do Diário do Nordeste.
Este comentário que fiz questão de dar destaque pertence ao post (clique aqui, para entender)Álcool: subiu ou desceu?
Sobre o mesmo assunto, os jornais deram dados diferentes. Um estava errado. O repórter do Diário, numa atitude louvável, posicionou-se firmemente: erro grosseiro do Povo.
Obrigado por participar.
Com a palavra, O Povo.
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
Regência verbal
O Diário publicou erro de regência verbal no texto de três chamadas da capa.
Chamada da siderúrgica:
O presidente Lula deve chegar amanhã à tarde, em Fortaleza.
Só se for uma fortaleza voadora. Ele chega a Fortaleza.
Do tiro ao alvo:
é necessário obedecer algumas regras
é necessário obedecer a algumas regras
Na manchete:
a situação começava a normalizar
a situação começava a se normalizar
Mas não se esqueceu de obedecer à linguagem exclusiva de jornalistas, na chamada sobre festa junina:
Ninguém corre risco de morte.
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André Carvalho
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Ceará Steel
Outro dia, estranhei o nome da Ceará Steel sem o acento. Um anônimo tentou dar aula, disse que o nome era inglês (?) e tinha visto em vários jornais sem o acento. Povo e Diário deram o bom exemplo do contrário.
Texto da Agência Estado, dos repórteres Vera Rosa e Leonardo Goy, publicado no Povo na matéria Lula pressiona Petrobras por siderúrgica no Ceará:
No Diário, Egídio Serpa é um oásis na imprensa cearense. Só ele acentua a Ceará Steel. Bravo!
Não sei por que tanta subserviência ortográfica.
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domingo, 1 de julho de 2007
Olha o inverno aí
A coluna Política do Povo trouxe um exemplo do que já falei aqui sobre linguagem do povo e a linguagem do jornalista. Fábio Campos citou um cidadão:
"No primeiro inverno posterior a essa obra, mais precisamente no dia 05/04/2003, numa chuva de grande intensidade, o riacho
Se fosse um jornalista teria trocado inverno por quadra chuvosa.
N a mesma coluna, "espelho-d'água" foi grifado sem hífen.
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