quarta-feira, 26 de março de 2008
Cão e coca
Foto do dia, de Fco Fontenele, na capa do Povo. Homem salva cão e coca na enchente do Rio Salgado, no Cariri.
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Confronto
Fiquei me perguntando ao ler essa manchete da p.17 do Diário. Como seria o confronto indireto entre Icasa e Ceará?
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Frase
Houve um tempo em que a imprensa vigiava o governo. Hoje, parte da imprensa vigia a VEJA para que a VEJA pare de vigiar o governo.
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segunda-feira, 24 de março de 2008
Queda da esquerda
No abre da matéria, na p.5, novo erro de ortografia (ou digitação, como queira):

Já na ventilação da matéria, o erro é de outra categoria. A professora Maria Elisa Cevasco disse que o "neoliberalismo prometeu nos entregar o mundo e não entregou. Prometeu e simplesmente não deu certo."
Ora, não era a esquerda (o socialismo, o comunismo...) que nos prometia isso? Prometeu mundos e fundos, e perdemos mundos e fundos por acreditar na promessa.
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Lama no Dalai
Tentaram dar um título forte na p.18 do Diário. Havia claramente a necessidade das aspas em "seqüestro", a não ser que o propósito fosse jogar lama no Dalai. Não houve nenhum seqüestro, é só retórica política.
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Devoção a padre Cícero
Mesmo com toda devoção a padre Cícero, o editor deveria ter colocado o P minúsculo na manchete do Regional (Diário).
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domingo, 23 de março de 2008
Ainda o Santa Cecília
Susto ao iniciar a leitura da crônica de Airton Monte no Vida & Arte (Povo) de hoje:
...envolvi-me numa escandalosa briga com uma colega de classe.
...e foi um puxar de cabelos e tantas bofetadas!
Só largamos os cabelos uma da outra.
A partir daí, nota-se que é uma mulher que escreve. O Povo esqueceu de colocar o nome da autora e manteve o do titular da coluna. Mas o assunto é sério, comenta o fato da agressão de alunos no Colégio Santa Cecília. Conclui que a reação dos pais foi descabida.
Lamentavelmente, não encontrei o link para o texto.
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21:22
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Caixa-preta
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Descanso
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Ordem religiosa não é seita
Foto do dia, de Augusto Pessoa, na capa do Regional (Diário).

PRESTES DE
Na p.18, duas estranhezas numa só frase:
A Polícia Civil do Ceará já identificou e está prestes de capturar toda a quadrilha...
Seria "prestes a". Mesmo assim, isso não é notícia, é propaganda da instituição.
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Pontos de vista
No Diário, a diferença não é só de ponto de vista. Também de informação. O crítico local começa assim: "Primeiro longa de Peter Travis...". Mais adiante, repete: "Ponto-de-Vista, seu primeiro longa...".
O da Agência Estado também começa falando de estréia: "Em seu longa de estréia na direção, 'The Jury', há seis anos, o diretor Peter Travis já colocava em discussão diferentes pontos de vista..."
Se Merten estiver correto, a estréia de Peter Travis na direção de um longa não foi agora com "Ponto de Vista", mas há seis anos, com "The Jury".
Outras curiosidades no texto de Miranda Leão:
... marca presença William Hurt, revelado em filmes como ´Corpos Ardentes´ (Body Heat), de Lawrence Kasdan (1998) e ´O Anel da Corrupção´ (The Big Brass Ring), de George Hickenlooper (1998).
Não sei se foi esquecimento do autor, mas Willian Hurt foi indicado três vezes para receber o Oscar de melhor ator. Ganhou por sua atuação em O Beijo da Mulher Aranha (1985), pelo qual também foi agraciado como melhor ator no Festival de Cannes.
Corpos Ardentes não é de 1998, é de 1981.
Alguém aposta que a Autocrítica não trará a correção da Crítica?
Para ler os dois textos e checar o desencontro de informações, clique nos links abaixo.
L. G. de Miranda Leão: Atentado frustro
Luís Carlos Merten: Múltiplos olhares sobre o terrorismo
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sexta-feira, 21 de março de 2008
Boa Páscoa
Para reflexão, o texto do filósofo Agnaldo Cuoco Portugal, no Povo, que termina assim:
"Ao invés de cultivarmos a esperança, valorizamos a dor e o ressentimento. Ficamos na Sexta-feira Santa e não nos permitimos um Domingo de Páscoa".
Leia o artigo, um presente: Traição, culpa e perdão
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A gata e o rato

Boa matéria no Povo dá conta da corrida de Luizianne para tentar apagar a fogueira depois da frase infeliz que afastou o PMDB que poderia estar prestes a fechar o acordo para apoiar a reeleição da prefeita. Aquela do semestre letivo, insinuando descartar apoio à candidatura do peemedebista ao Senado em 2010.Chegou a ir a Brasília, sem resultado. Eunício se esconde.

Para ler a matéria: Luizianne segue na cola de Eunício
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Obama lê a Comunicado


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quinta-feira, 20 de março de 2008
Planeta Vênuz
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Deixa o homem fumar
Marcos me envia cópia de um post do Eliomar de Lima, que marcou um gol ao publicar foto de Evilázio Bezerra, flagrando Cid acendendo um cigarro depois de um evento público. Ao fim, o leitor diz que é um péssimo exemplo e pergunta se a foto foi publicada em algum jornal.
Cid tem o vício do fumo, não vejo problema embora lamente. O problema mesmo é a tentativa de impedir a divulgação. O Lula é alcóolatra e não evita a bebida nem em eventos públicos, mas quando o jornalista americano disse isso com todas as letras, o presidente, certamente num momento de carraspana, quis expulsá-lo do Brasil. Só voltou atrás depois da ressaca, quando ficou sóbrio.
O jornal O Povo, pelo que se deduz, tinha a foto e optou por não publicar. Atendeu à assessoria?
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Linguagem enviesada
Manchete oblíqua na p. 4 do caderno Negócios (Diário). Se não for ignorância minha, o título aconselha a não diversificar, contrariando o espírito da matéria. Simplicidade no texto evita o viés do pernosticismo.
ANIMAL
Na mesma página, a legenda da foto aguçou meu desconhecimento. Fala em "couros e peles de origem animal". Haveria de origem vegetal ou mineral?
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Sem água
Foto do dia, de Sebastião Neto, na capa do Povo. Ilustra interessante matéria sobre quem reza por água pertinho de Fortaleza: Dia de São José o drama dos sem água
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terça-feira, 18 de março de 2008
Dormi no ponto
O leitor Paulo me manda um puxão de orelhas via email:
André,
Vc dormiu no ponto. Fez brincadeira com a foto de Luizianne pagando passagem, mas acho que não leu a matéria elogiosoa no Povo.
Veja lá.
Realmente, não havia lido a matéria, publicada ontem na p.16 do Povo. Instigado pelo leitor, fui ver. A repórter fez festa, como se pode ver neste link Lançamento da tarifa social vira espetáculo político
O texto parecia do comitê de imprensa da campanha, um release como diz alguns. Texto elogioso, só encontrou louvação entre os populares, conforme os exemplos que pesquei na matéria:
"Valha, é a Luizianne", disse uma senhora, que depois chegou perto para abraçar a prefeita.
Alguns corriam ao encontro de Luizianne.
"Eu não sou do partido da prefeita, mas eu a admiro porque ela trabalha em favor do povo",
"Acho que o povo vai votar nela (Luizianne) de novo", deu um palpite.
TEATRINHO
Os leitores estão mais atentos que os repórteres, que passaram batido (nos três jornais) quanto a um detalhe: não se paga passagem dentro de ônibus que já esteja no terminal.
A prefeita fez pose para os fotógrafos. E ainda brincou com seus seguidores:
"Vamos vocês, que faz tempo que não pegam ônibus".
O tema está mais bem tratado no blog do Wanfil, no post Campanha eleitoral, populismo fiscal e parcialidade jornalística
ATUALIZAÇÃO
Pela importância do contraponto, trouxe este comentário para o primeiro plano:
Érico disse...
Release? Francamente. A matéria captou o ambiente ao seu redor. Você pinçou um trecho. permita-me pescar outros: "O que era para ser apenas o lançamento da tarifa social a R$ 1,00 todos os domingos transformou-se num balanço de gestão e publicidade a mais para a Prefeitura de Fortaleza".E mais: "'Que palco é este?' perguntou o vigilante Valdo Rocha. 'É para o lançamento da tarifa social de R$ 1,00 todos os domingos', respondeu alguém que estava próximo. 'E ela já está em campanha?'", questionou novamente ValdoOutra: "Questionada sobre a redução da passagem também para o transporte alternativo, Luizianne não apresentou perspectivas de inclusão desta modalidade de transporte na tarifa social".Comitê da prefeita? Acho que não. A repórter captou o clima do entorno. Ela estava lá. O mais é especulação.
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segunda-feira, 17 de março de 2008
Fedeu
Tomei um susto ao ler a manchete na contracapa do Diário. No momento em que o Banco Central estuda se aumenta a taxa de juros, leio que o juro foi cortado. Cortada foi minha impressão, não era o BC, como anunciava o título, mas o FED, dos Estados Unidos.
O que custava colocar FED no título? Por que escrever a sigla do banco em letras maiúsculas e minúsculas e tudo caixa alta em EUA?
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Muquirana
Luizianne anda de ônibus. Também, com a passagem a um real...
Foto do dia, de José Leomar, na capa do Diário.
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domingo, 16 de março de 2008
Manchete publicitária
No dia 29 de fevereiro, O Povo publicou uma peça publicitária disfarçada de manchete. O ombudsman a chamou de "manchete infeliz", numa crítica leve, em sua coluna do dia 2 de março. Pois não é que só agora, num texto mal escrito, de idéias ruins e estilo pior, o editor-executivo do Núcleo de Conjuntura tenta enquadrar o ombudsman por não ter ouvido o "outro lado"!
Fez uma defesa veemente da peça publicitária, que certamente será usada na campanha de reeleição da prefeita:
O presidente Lula veio a Fortaleza, fez uma defesa enfática de Luizianne, falou das "perseguições" e "injustiças" que ela estaria sofrendo, fez recomendações políticas a ela, remeteu ao processo eleitoral, deu-lhe um caloroso e afetuoso abraço em público, enfim, agiu de maneira politicamente forte para dizer que "estava com" a prefeita petista. Sendo ele, conforme atestam as pesquisas e demonstrou o último resultado eleitoral, um apoio de peso para boa parte dos que estiverem candidatos cá para o Nordeste, Fortaleza inclusive, como não dar ao evento a dimensão jornalisticamente forte que adquiriu?
Ora, Lula seguiu o script de apoio político à prefeita, que viajara a Brasília às vésperas da visita do presidente ao Ceará. Ele veio lançar o PAC, mas O Povo resumiu, na capa, a um apoio a Luizianne. O ombudsman está cheio de razão. Os argumentos do editor servem para manchete de página. Na capa, parece militância (pelos argumentos expostos) ou ingenuidade. O destaque dado é deslumbramento.
O texto é enfadonho, na tentativa de justificar o injustificável. Poderíamos até achar que foi o fogo da paixão que Lula provoca em alguns jornalistas. Mas, passado esse tempo todo, o que propiciaria uma reflexão, ainda tentam dizer isso sem se preocupar com o leitores ("a", "b" ou "c" poderia achar que o jornal estaria tentando turbinar alguma candidatura)... Vou falar só mais deste trecho:
E, por isso, não tem medo de eventuais repercussões enviesadas quando vai além do declaratório e aplica sua própria leitura, dando a cada evento político a importância que entende ter.
Tudo o que O Povo fez foi ficar no declaratório: "Lula faz defesa de Luizianne".
Tudo bem, querem fazer campanha. Que façam. Mas, ao justificar, mais talento. Pelo menos, um texto razoável, com idéias idem.
Se pretende checar a "qualidade" do texto e a resposta do ombudsman, clique aqui.
A manchete infeliz já tinha sido comentada aqui no post Campanha e jornalismo.
Para refrescar a memória, compare os jornais do dia. 

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sábado, 15 de março de 2008
Definitivo
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De olho no Nordeste
Foto do dia, de Alex Costa, na p.24 do Povo.
A palavra "respectivamente", no abre da matéria ilustrada pela foto, é desnecessária, está sobrando:
A assinatura de convênio que modifica a arrecadação tributária em 11 setores entre São Paulo e Ceará reuniu os governadores José Serra e Cid Gomes, respectivamente, ontem, em Fortaleza.
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Semestre letivo de Luizianne
Os oposicionistas podem dizer que os problemas de gestão de Fortaleza estão explicados. A prefeita só funciona no curto prazo, o prazo de um semestre letivo.
A frase está na p.22 do Povo: Luizianne diz que alianças não envolverão 2010
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Prévias tucanas
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sexta-feira, 14 de março de 2008
Fora do ritmo
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Homenagem a dom Aloísio
Fiquei com a impressão de que o Diário tem alguma coisa contra o senador Tasso Jereissati depois que li matéria sobre a homenagem que o Senado fez a dom Aloísio Lorscheider. O destaque no Diário foi para o discurso do deputado Osmar Serraglio, que presidiu a sessão. A única citação ao senador cearense é que foi um dos que discursaram. Detalhe: a iniciativa da homenagem foi de Tasso. Os três senadores cearenses discursaram, mas só o paranaense recebeu destaque. Por que o Diário agiu assim?
Enquanto isso, O Povo foi todo Tasso, com direito a foto.
Compare as matérias e a estranheza na diferença de abordagem, clicando nos links.
Diário: Dom Aloísio recebe homenagens.
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Chapa-branca
O Povo e Diário deram manchete para o anúncio do reajuste do funcionalismo federal. Com uma grande diferença nos números. Enquanto O Povo diz que o reajuste vai até 137%, o índice no Diário só vai até 9%.

O Povo optou pela versão, digamos, mais oficialesca, quase chapa-branca. Deu manchete para matéria de agência, com números nacionais e mais amplos, acumulando os quatro anos,mais do agrado do governo.
Com a mesma matéria, o Diário deixou a preguiça de lado e deu as informações locais e o índice deste ano. Enquanto o Povo só falou nos 800 mil servidores do Brasil, o Diário quantificou os cearenses (mais de 50 mil) e ainda ouviu o contraponto crítico do sindicato.
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Quando mesmo?
Jornalistas costumam usar o verbo no presente, ora com aspecto do passado ou futuro. Neste exemplo da p.21 do Povo, serviu para os dois casos:
Amanhã, o governador Cid Gomes irá assinar hoje...
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