quarta-feira, 26 de março de 2008

Excelente para quem?


Leitor Marcos Aurélio discorda do adjetivo excelente que o jornalista Fábio Campos usou na abertura de sua coluna para qualificar a entrevista que ele mesmo fez com o governador Cid Gomes na TV O Povo. Não vi. Com a palavra, o leitor:

Excelente porque os entrevistadores, dentre eles o próprio Fábio Campos, fizeram perguntas inteligentes ??? porque o Governador respondeu muito bem a todas ??? Na primeira pergunta que não era do interesse do Governador responder, os entrevistadores "baixaram" a cabeça e o governador continuou a fazer propaganda das futuras ações do governo e tudo ficou na "santa paz de Deus". Onde está a excelência nisso ??? para fazer apologia do governo, o mesmo já gasta muito em publicidade para "divulgar" suas ações !!!
Cordialmente,
Marcos

Cão e coca

Foto do dia, de Fco Fontenele, na capa do Povo. Homem salva cão e coca na enchente do Rio Salgado, no Cariri.

Confronto













Fiquei me perguntando ao ler essa manchete da p.17 do Diário. Como seria o confronto indireto entre Icasa e Ceará?

Frase

Houve um tempo em que a imprensa vigiava o governo. Hoje, parte da imprensa vigia a VEJA para que a VEJA pare de vigiar o governo.

Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 24 de março de 2008

Queda da esquerda


Chamada na capa do Vida & Arte (O Povo), um R de menos.


No abre da matéria, na p.5, novo erro de ortografia (ou digitação, como queira):




Já na ventilação da matéria, o erro é de outra categoria. A professora Maria Elisa Cevasco disse que o "neoliberalismo prometeu nos entregar o mundo e não entregou. Prometeu e simplesmente não deu certo."

Ora, não era a esquerda (o socialismo, o comunismo...) que nos prometia isso? Prometeu mundos e fundos, e perdemos mundos e fundos por acreditar na promessa.

No Centro


Foto do dia, de Evilázio Bezerra, na capa do Povo.

Lama no Dalai

Tentaram dar um título forte na p.18 do Diário. Havia claramente a necessidade das aspas em "seqüestro", a não ser que o propósito fosse jogar lama no Dalai. Não houve nenhum seqüestro, é só retórica política.

O texto diz:
A China acusou novamente ontem o Dalai Lama de "querer tomar como refém os Jogos Olímpicos".

A falta da reclamação

A falta de uma preposição na manchete da p.4 do Diário mudou o sentido da frase.

Devoção a padre Cícero

Mesmo com toda devoção a padre Cícero, o editor deveria ter colocado o P minúsculo na manchete do Regional (Diário).

domingo, 23 de março de 2008

Ainda o Santa Cecília

Susto ao iniciar a leitura da crônica de Airton Monte no Vida & Arte (Povo) de hoje:
...envolvi-me numa escandalosa briga com uma colega de classe.
...e foi um puxar de cabelos e tantas bofetadas!
Só largamos os cabelos uma da outra.


A partir daí, nota-se que é uma mulher que escreve. O Povo esqueceu de colocar o nome da autora e manteve o do titular da coluna. Mas o assunto é sério, comenta o fato da agressão de alunos no Colégio Santa Cecília. Conclui que a reação dos pais foi descabida.

Lamentavelmente, não encontrei o link para o texto.


Caixa-preta


Alguém precisa avisar que "caixa-preta", título de uma seção da boa coluna Bolsa S/A (O Povo), tem hífen.

Descanso


Foi só um erro de digitação na palavra descanso - o S é vizinho do D. Nada que uma simples revisão não corrigisse. Logo na manchete da página (p.10 do Povo)!

Ordem religiosa não é seita

Foto do dia, de Augusto Pessoa, na capa do Regional (Diário).

SEITA RELIGIOSA
Muito boa e bem escrita a matéria Penitentes revivem fé popular. Único senão: o termo seita religiosa, no abre da matéria, para designar a ordem dos penitentes. A Igreja Católica abriga inúmeras ordens religiosas, nenhuma delas pode ser considerada seita, pois todas seguem os preceitos da religião. Também fala em "levando sua doutrina para os moradores", mas não esclarece que doutrina é essa. No mais, o texto agradável dá uma boa idéia dessa ordem que guarda tradições medievais.


DESPROPÓSITO
Manchete da p. 6 diz que "Partidos organizam as próprias candidaturas". Ué, estranho seria o contrário.

DIMINUI A ATENÇÃO
Na página seguinte, um título de "Curtas" erra na conjugação do verbo diminuir: "Chuva diminue e Governo avalia estragos"

DESRESPEITO
Os bandidos não respeitam a Semana Santa, como se vê (abaixo) no título publicado na p.16. O editor, também não. Escreveu tudo em minúsculas.

PRESTES DE

Na p.18, duas estranhezas numa só frase:
A Polícia Civil do Ceará já identificou e está prestes de capturar toda a quadrilha...

Seria "prestes a". Mesmo assim, isso não é notícia, é propaganda da instituição.

Pontos de vista

Cena do filme Ponto de Vista
O Diário trouxe dois textos sobre o filme Ponto de Vista. O da p.6 do Caderno 3, de Luís Carlos Merten (Agência Estado) é simpático ao filme. O publicado no Zoeira, na coluna Crítica, de L. G. de Miranda Leão, desdenha da obra de Peter Travis. O filme é muito interessante, principalmente por abordar pontos de vista diferentes. As cenas são repetidas, cada uma num novo ângulo, com acréscimo de informação, como lembrou Merten.

No Diário, a diferença não é só de ponto de vista. Também de informação. O crítico local começa assim: "Primeiro longa de Peter Travis...". Mais adiante, repete: "Ponto-de-Vista, seu primeiro longa...".

O da Agência Estado também começa falando de estréia: "Em seu longa de estréia na direção, 'The Jury', há seis anos, o diretor Peter Travis já colocava em discussão diferentes pontos de vista..."

Se Merten estiver correto, a estréia de Peter Travis na direção de um longa não foi agora com "Ponto de Vista", mas há seis anos, com "The Jury".


Outras curiosidades no texto de Miranda Leão:
... marca presença William Hurt, revelado em filmes como ´Corpos Ardentes´ (Body Heat), de Lawrence Kasdan (1998) e ´O Anel da Corrupção´ (The Big Brass Ring), de George Hickenlooper (1998).

Não sei se foi esquecimento do autor, mas Willian Hurt foi indicado três vezes para receber o Oscar de melhor ator. Ganhou por sua atuação em O Beijo da Mulher Aranha (1985), pelo qual também foi agraciado como melhor ator no Festival de Cannes.
Corpos Ardentes não é de 1998, é de 1981.

Alguém aposta que a Autocrítica não trará a correção da Crítica?

Para ler os dois textos e checar o desencontro de informações, clique nos links abaixo.
L. G. de Miranda Leão: Atentado frustro
Luís Carlos Merten: Múltiplos olhares sobre o terrorismo

sexta-feira, 21 de março de 2008

Boa Páscoa

Para reflexão, o texto do filósofo Agnaldo Cuoco Portugal, no Povo, que termina assim:

"Ao invés de cultivarmos a esperança, valorizamos a dor e o ressentimento. Ficamos na Sexta-feira Santa e não nos permitimos um Domingo de Páscoa".

Leia o artigo, um presente: Traição, culpa e perdão

A gata e o rato

Fotos: Evilázio Bezerra
Boa matéria no Povo dá conta da corrida de Luizianne para tentar apagar a fogueira depois da frase infeliz que afastou o PMDB que poderia estar prestes a fechar o acordo para apoiar a reeleição da prefeita. Aquela do semestre letivo, insinuando descartar apoio à candidatura do peemedebista ao Senado em 2010.

Chegou a ir a Brasília, sem resultado. Eunício se esconde.

O Povo traz também uma entrevista com o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoíni. Foi exclusiva, conforme anunciaram, mas nada acrescentou à matéria.


A boa edição de imagem mostra os dois separados. Uma meio amuada, outro meio maroto, dando um "clima" na matéria. No site do jornal, o contexto da foto. Os dois estão juntinhos, como se vê abaixo.





Para ler a matéria: Luizianne segue na cola de Eunício

Obama lê a Comunicado

Barack Obama voltou a criticar a presença americana no Iraque, conforme o Diário publicou hoje na p.12. Ele focou seu discurso em crítica à guerra no Oriente Médio no mesmo dia que a coluna Comunicado havia dito que o assunto teria sumido por completo das eleições americanas.

Veja aí o trecho da Comunicado de ontem e a notícia de hoje do Obama.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Planeta Vênuz


Título da p.6 do Caderno 3 (Diário) trocou o s pelo z. Se o planeta é Vênus, o monstro vindo de lá é venusiano.

O sacrifício do hífen

Foto do dia, de Alex Costa, na capa do Povo, que sacrificou o hífen de via-sacra.



Na p.6, foi a vogal sacrificada. Culpa do caos.

Deixa o homem fumar

Marcos me envia cópia de um post do Eliomar de Lima, que marcou um gol ao publicar foto de Evilázio Bezerra, flagrando Cid acendendo um cigarro depois de um evento público. Ao fim, o leitor diz que é um péssimo exemplo e pergunta se a foto foi publicada em algum jornal.

Cid tem o vício do fumo, não vejo problema embora lamente. O problema mesmo é a tentativa de impedir a divulgação. O Lula é alcóolatra e não evita a bebida nem em eventos públicos, mas quando o jornalista americano disse isso com todas as letras, o presidente, certamente num momento de carraspana, quis expulsá-lo do Brasil. Só voltou atrás depois da ressaca, quando ficou sóbrio.

O jornal O Povo, pelo que se deduz, tinha a foto e optou por não publicar. Atendeu à assessoria?



quarta-feira, 19 de março de 2008

Linguagem enviesada

Manchete oblíqua na p. 4 do caderno Negócios (Diário). Se não for ignorância minha, o título aconselha a não diversificar, contrariando o espírito da matéria. Simplicidade no texto evita o viés do pernosticismo.



ANIMAL

Na mesma página, a legenda da foto aguçou meu desconhecimento. Fala em "couros e peles de origem animal". Haveria de origem vegetal ou mineral?





Sem água

Foto do dia, de Sebastião Neto, na capa do Povo. Ilustra interessante matéria sobre quem reza por água pertinho de Fortaleza: Dia de São José o drama dos sem água

É hoje, é hoje



Pequenas desatenções na capa do Povo. Talvez na ânsia de informar que hoje é o dia de São José, repetiu a informação. Em outra chamada, Maria da/de Penha.

terça-feira, 18 de março de 2008

Paixão sem crédito



Foto do dia, na capa do Diário, de... (o jornal "esqueceu" o crédito).

Dormi no ponto

Foto: Dário Gabriel/O Povo

O leitor Paulo me manda um puxão de orelhas via email:


André,
Vc dormiu no ponto. Fez brincadeira com a foto de Luizianne pagando passagem, mas acho que não leu a matéria elogiosoa no Povo.
Veja lá
.


Realmente, não havia lido a matéria, publicada ontem na p.16 do Povo. Instigado pelo leitor, fui ver. A repórter fez festa, como se pode ver neste link Lançamento da tarifa social vira espetáculo político

O texto parecia do comitê de imprensa da campanha, um release como diz alguns. Texto elogioso, só encontrou louvação entre os populares, conforme os exemplos que pesquei na matéria:

"Valha, é a Luizianne", disse uma senhora, que depois chegou perto para abraçar a prefeita.
Alguns corriam ao encontro de Luizianne.
"Eu não sou do partido da prefeita, mas eu a admiro porque ela trabalha em favor do povo",
"Acho que o povo vai votar nela (Luizianne) de novo", deu um palpite.

TEATRINHO

Os leitores estão mais atentos que os repórteres, que passaram batido (nos três jornais) quanto a um detalhe: não se paga passagem dentro de ônibus que já esteja no terminal.
A prefeita fez pose para os fotógrafos. E ainda brincou com seus seguidores:
"Vamos vocês, que faz tempo que não pegam ônibus".

O tema está mais bem tratado no blog do Wanfil, no post Campanha eleitoral, populismo fiscal e parcialidade jornalística

ATUALIZAÇÃO

Pela importância do contraponto, trouxe este comentário para o primeiro plano:

Érico disse...
Release? Francamente. A matéria captou o ambiente ao seu redor. Você pinçou um trecho. permita-me pescar outros: "O que era para ser apenas o lançamento da tarifa social a R$ 1,00 todos os domingos transformou-se num balanço de gestão e publicidade a mais para a Prefeitura de Fortaleza".E mais: "'Que palco é este?' perguntou o vigilante Valdo Rocha. 'É para o lançamento da tarifa social de R$ 1,00 todos os domingos', respondeu alguém que estava próximo. 'E ela já está em campanha?'", questionou novamente ValdoOutra: "Questionada sobre a redução da passagem também para o transporte alternativo, Luizianne não apresentou perspectivas de inclusão desta modalidade de transporte na tarifa social".Comitê da prefeita? Acho que não. A repórter captou o clima do entorno. Ela estava lá. O mais é especulação.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Fedeu


Tomei um susto ao ler a manchete na contracapa do Diário. No momento em que o Banco Central estuda se aumenta a taxa de juros, leio que o juro foi cortado. Cortada foi minha impressão, não era o BC, como anunciava o título, mas o FED, dos Estados Unidos.

O que custava colocar FED no título? Por que escrever a sigla do banco em letras maiúsculas e minúsculas e tudo caixa alta em EUA?

Muquirana

Luizianne anda de ônibus. Também, com a passagem a um real...
Foto do dia, de José Leomar, na capa do Diário.

Amainou









Amanaiara é o nome da cidade que recebe a caravana de devotos, como está no texto. O erro foi só no título da p.10 do Povo. O nome é mesmo estranho. Significa senhor ou senhora da chuva. Tudo a ver, então, com a festa de São José.

domingo, 16 de março de 2008

Manchete publicitária

No dia 29 de fevereiro, O Povo publicou uma peça publicitária disfarçada de manchete. O ombudsman a chamou de "manchete infeliz", numa crítica leve, em sua coluna do dia 2 de março. Pois não é que só agora, num texto mal escrito, de idéias ruins e estilo pior, o editor-executivo do Núcleo de Conjuntura tenta enquadrar o ombudsman por não ter ouvido o "outro lado"!

Fez uma defesa veemente da peça publicitária, que certamente será usada na campanha de reeleição da prefeita:

O presidente Lula veio a Fortaleza, fez uma defesa enfática de Luizianne, falou das "perseguições" e "injustiças" que ela estaria sofrendo, fez recomendações políticas a ela, remeteu ao processo eleitoral, deu-lhe um caloroso e afetuoso abraço em público, enfim, agiu de maneira politicamente forte para dizer que "estava com" a prefeita petista. Sendo ele, conforme atestam as pesquisas e demonstrou o último resultado eleitoral, um apoio de peso para boa parte dos que estiverem candidatos cá para o Nordeste, Fortaleza inclusive, como não dar ao evento a dimensão jornalisticamente forte que adquiriu?

Ora, Lula seguiu o script de apoio político à prefeita, que viajara a Brasília às vésperas da visita do presidente ao Ceará. Ele veio lançar o PAC, mas O Povo resumiu, na capa, a um apoio a Luizianne. O ombudsman está cheio de razão. Os argumentos do editor servem para manchete de página. Na capa, parece militância (pelos argumentos expostos) ou ingenuidade. O destaque dado é deslumbramento.

O texto é enfadonho, na tentativa de justificar o injustificável. Poderíamos até achar que foi o fogo da paixão que Lula provoca em alguns jornalistas. Mas, passado esse tempo todo, o que propiciaria uma reflexão, ainda tentam dizer isso sem se preocupar com o leitores ("a", "b" ou "c" poderia achar que o jornal estaria tentando turbinar alguma candidatura)... Vou falar só mais deste trecho:

E, por isso, não tem medo de eventuais repercussões enviesadas quando vai além do declaratório e aplica sua própria leitura, dando a cada evento político a importância que entende ter.

Tudo o que O Povo fez foi ficar no declaratório: "Lula faz defesa de Luizianne".

Tudo bem, querem fazer campanha. Que façam. Mas, ao justificar, mais talento. Pelo menos, um texto razoável, com idéias idem.

Se pretende checar a "qualidade" do texto e a resposta do ombudsman, clique aqui.

A manchete infeliz já tinha sido comentada aqui no post Campanha e jornalismo.

Para refrescar a memória, compare os jornais do dia.

Números


Erro de concordância no cabeçalho da p.8 do Diário.

sábado, 15 de março de 2008

Definitivo


O Povo deu mais destaque para a solenidade de assinatura de documento que viabiliza a redução de passagem de ônibus aos domingos, mas o Diário foi definitivo.
Definitivo?! Quer dizer que nunca mais vai ter aumento de passagem aos domingos? Não creio.

Olha o circo!


Em matéria do dia do circo, O Povo fez umas "palhaçadinhas" na capa e p.7 do Vida & Arte. O título do "emais" é sobre gasolina. Deve ter sido copiado de uma outra editoria.

De olho no Nordeste

Foto do dia, de Alex Costa, na p.24 do Povo.

A palavra "respectivamente", no abre da matéria ilustrada pela foto, é desnecessária, está sobrando:
A assinatura de convênio que modifica a arrecadação tributária em 11 setores entre São Paulo e Ceará reuniu os governadores José Serra e Cid Gomes, respectivamente, ontem, em Fortaleza.

Semestre letivo de Luizianne


A frase da prefeita é boa no varejo, para fugir do assédio do PMDB, que estaria condicionando o apoio à reeleição dela a um acordo para candidatura de Eunício ao Senado em 2010. Mas é péssima no atacado. Um mandato requer planejamento de, no mínimo quatro anos. A gestão pública demanda projetos que vão além do mandato.

Os oposicionistas podem dizer que os problemas de gestão de Fortaleza estão explicados. A prefeita só funciona no curto prazo, o prazo de um semestre letivo.

Prévias tucanas


Hoje foi O Povo quem deu um chega-pra-lá no Tasso ao dizer que a proposta das prévias no PSDB é de Arthur Virgílio. Por causa da entrada dele na disputa é que elas foram sugeridas, conforme anunciado na Folha no link abaixo.


sexta-feira, 14 de março de 2008

Fora do ritmo


Quem pôs o título não deve ter reparado direito no texto da matéria, fez confusão e lascou um acento agudo em ritmo, como se fosse uma palavra proparoxítona.

Homenagem a dom Aloísio

Fiquei com a impressão de que o Diário tem alguma coisa contra o senador Tasso Jereissati depois que li matéria sobre a homenagem que o Senado fez a dom Aloísio Lorscheider. O destaque no Diário foi para o discurso do deputado Osmar Serraglio, que presidiu a sessão. A única citação ao senador cearense é que foi um dos que discursaram. Detalhe: a iniciativa da homenagem foi de Tasso. Os três senadores cearenses discursaram, mas só o paranaense recebeu destaque. Por que o Diário agiu assim?


Enquanto isso, O Povo foi todo Tasso, com direito a foto.







Compare as matérias e a estranheza na diferença de abordagem, clicando nos links.

Diário: Dom Aloísio recebe homenagens.

O Povo: Dom Aloísio homenageado no Senado

Chapa-branca

O Povo e Diário deram manchete para o anúncio do reajuste do funcionalismo federal. Com uma grande diferença nos números. Enquanto O Povo diz que o reajuste vai até 137%, o índice no Diário só vai até 9%.


O Povo optou pela versão, digamos, mais oficialesca, quase chapa-branca. Deu manchete para matéria de agência, com números nacionais e mais amplos, acumulando os quatro anos,mais do agrado do governo.

Com a mesma matéria, o Diário deixou a preguiça de lado e deu as informações locais e o índice deste ano. Enquanto o Povo só falou nos 800 mil servidores do Brasil, o Diário quantificou os cearenses (mais de 50 mil) e ainda ouviu o contraponto crítico do sindicato.

Quando mesmo?



Jornalistas costumam usar o verbo no presente, ora com aspecto do passado ou futuro. Neste exemplo da p.21 do Povo, serviu para os dois casos:

Amanhã, o governador Cid Gomes irá assinar hoje...