domingo, 6 de abril de 2008

Horizonte no interior

A cidade de Horizonte, participante da Região Metropolitana de Fortaleza, que fica logo ali, foi chamada de interior na matéria sobre futebol na capa do Diário:

O meio campo (sic) Raul empatou para a equipe do interior.


POR QUE NÃO?
Título desconexo com o texto. Afirma-se que as mulheres vão ao sex shop. Por que não? Esse "por que não?" dá idéia de que elas começam a freqüentar essas lojas ou de que é estranho para elas o hábito de freqüentá-las. Nada disso, pois elas são responsáveis por 70% do consumo de produtos eróticos. O redator revelou uma surpresa pessoal...

Um bamba da fé

Chamada da capa do People (O Povo) fala de uma nova religião genuinamente brasileira, a umbamba.

Boa de capa


Bela capa do Ciência & Saúde (O Povo), com foto de Edmar Soares, produção de Cika Kalixto e Avelyn Nagazaki

Combate sem crase


Uma crase prejudica o combate à dengue na p.10 do Povo. Erro na regência do verbo.

Aberrações e sabotagens



Título da coluna Concidadania usou uma palavra que não está dicionarizada. O Aurélio eletrônico tem uma ótima ferramenta que lista verbetes semelhantes. Ao "undanismo", apresentou udenismo e humanismo. Imaginei que poderia ser também mundanismo, pois a coluna trata também de questões religiosas e mundanas.

O jornalista taxou de aberração a defesa do terceiro mandato de Lula, explícita pelo vice-presidente José Alencar. E fez um contraponto com a oposição que estaria tentando "sabotar o melhor momento vivido, nos últimos tempos, pelo país". Não entendi bem, mas a chave veio em seguida com a frase:

Faz parte da disputa política, mas não a transformação de um ato administrativo numa manobra execrável.

Se está se referindo ao dossiê elaborado na Casa Civil para chantagear adversários que queriam investigar as contas do governo, é realmente execrável. É uma aberração maior que a tese do terceiro mandato, pois esta poderia ser respaldada por uma emenda oportunista. Mas o que se fez com o dossiê, para o qual já foram dadas quatro versões, assim como a quebra do sigilo de um caseiro, é uma escalada para o Estado policial, uma afronta ao Estado de direito.

Sangria técnica

Foto: Sebastião Bisneto



Ao ler a matéria O Orós derramou, na p.6 do Povo, fiquei curioso com o termo "sangria técnica". Li a matéria toda e não encontrei a explicação. Alguém poderia ajudar?

Também fiquei pensando se não deveria ter sido publicada na editoria Ceará, em vez de Fortaleza. Duas palavras foram grafadas erroneamente sem hífen: água-de-coco e espelho-d'água.

sábado, 5 de abril de 2008

Ombudsman Fábio Campos

Ao ler a coluna Política, de Fábio Campos, lembrei de comentário feito por leitor indignado, publicado no post A mãe do dossiê:

É preciso que fique registrado esse período triste de engajamento mal disfarçado (sob domínimo ideológico e econômico), desse noticiário preguiçoso, postiço (é tudo suposto isso, suposto aquilo, teria, seria, poderia). É uma indecência o que está acontecendo, envolvendo, principalmente, alguns sujeitos que só não são mais pedantes por falta de espaço.

Fábio Campos fala das manobras diversionistas da cultura política que se instalou no Brasil. Ele escreve dossiê, sem aspas ou adjetivação. Caso raríssimo de se encontrar, principalmente no Povo que ainda hoje, apesar de todas as evidências, ainda o trata de "suposto". Aqui, o colunista dá uma de ombudsman:

Nessa história toda, o que impressiona é como parte da imprensa brasileira está caindo nessa conversa...

Na imprensa brasileira, onde atua fortemente uma "bancada petista", inclui-se obviamente O Povo. Não deixe de ler a coluna de hoje: Em voga, dossiês e manobras diversionistas

Muito provincianismo, pouco jornalismo

Jornal Diário do Nordeste em dia de boletim.
O Povo trouxe duas matérias sobre fatos ocorridos ontem na Assembléia. Uma audiência pública sobre os Territórios da Cidadania ( Deputados discutem programa federal) e a votação de mensagem para enquadramento funcional dos agentes de saúde (Apesar da pressão, agentes ficam sem insalubridade). O Diário trouxe apenas um assunto de ontem (Projeto garante inclusão na folha). Matéria muito boa, por sinal.

A estranheza vem na p.4, que trouxe como manchete uma matéria sem relevância e fora de hora. Um discurso de anteontem sobre um fato de terça-feira, em Brasília (Tucano registra ações do Tribunal Militar). E olhe só, o discurso foi para registrar os 200 anos do Tribunal Militar e agradecer uma comenda com a qual foi distinguido o autor do discurso, deputado Neném Coelho. Tenho a impressão de que a única relevância da matéria é que, entre os agraciados, figurava também o superintendente do jornal, Antônio Pádua Lopes de Freitas. Se for mesmo isso, muito provincianismo e pouco jornalismo.


Houve também desinformação, na p.10, sobre evento de ontem na Assembléia. Enquanto O Povo afirmou que a audiência "foi realizada sem a presença do ministra (sic) do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel", o Diário desinforma: "O ministro ... esteve ontem em Fortaleza, atendendo a convite dos deputados Artur Bruno e Eudes Xavier, e apresentou o programa Territórios da Cidadania".

O ministro não esteve aqui nem apresentou nada.
Como saber que O Povo está certo, e o Diário errado? Bem, a notícia do Diário veio numa "Curtas", em linguagem de release. E O Povo deu o motivo da ausência e nome do substituto: "Ele, segundo sua assessoria, teve um queda de pressão na noite anterior. No lugar de Cassel, o secretário do Desenvolvimento Territorial, Humberto Oliveira, esteve presente para discutir o programa".

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Acaraú e não Aracati



O Diário corrigiu o erro grave de ontem, quando afirmou que Aracati e não Acaraú tinha contas irregulares. E repetiu erros menores. Chamou duas vezes de o CGU a Controladoria Geral da República.

A correção, que passou ao largo da Autocrítica, está aqui: Acaraú e não Aracati teve contas irregulares

E a Ceasa?


Se for verdade a manchete da p.11 do Diário, que o fortalezense não come frutas nem legumes, a Ceasa não passa de um cabide de empregos. Está na hora de fechá-la, pois o órgão estaria sem sentido.

Cara feia na estrada


Sebastião Bisneto tem conseguido boas fotos para a capa do Povo. Esta é uma curiosa, a estrada de cara feia, aviso ou ameaça para motoristas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Dengue na cabeça




Foto dia, de Fábio Lima, na capa do Diário, numa chamada engraçadinha.


Barbeiragem no Diário

O Diário, na p.8, trocou Acaraú por Aracati, cidades litorâneas antípodas, a primeira no oeste a outra no leste. A matéria fala de irregularidades encontradas pela CGU. Aracati nem participou da fiscalização. A informação errada está logo no abre (só nele, e na foto de Aracati). Dessa, a Autocrítica não pode se omitir.


quarta-feira, 2 de abril de 2008

Invasão Poty

Foto do dia, de Sebastião Bisneto, na capa do Povo.

Problemas de edição

Não está bem a editoria de Política do Diário. Problemas nas suas duas manchetes.
Na p. 3, erro de concordância no título.


Na p.4, o erro foi mesmo de edição. Primeiro, o título é muito fraquinho. "Informações deixam o deputado insatisfeito". Que deputado? A foto que ilustra a matéria é de Nelson Martins, mas o deputado do título é Heitor Férrer. Parece uma pegadinha com os leitores.

Jogo de ida


Texto esquisito na chamada da capa do Diário. Fala que o "Icasa faz hoje, no Romeirão, o jogo de ida contra o Criciúma". Ida pra onde, se o time joga em casa? Deve ser "de ida" para o Criciúma. Vai ser mais estranho ainda dizer que o Icasa faz o jogo de volta em Santa Catarina. A expressão jogo de ida e volta só é apropriada para o time que faz o primeiro jogo fora de casa.

Ainda na capa, uma vírgula separou o sujeito do predicado:
"Unimed Fortaleza e Hap Vida, garantiram ontem..."

terça-feira, 1 de abril de 2008

Supelotação





Desatenção na capa do Povo esqueceu um R na chamada.






A desatenção se repetiu na p.5 do Vida & Arte, desta vez no título, omitindo o N.





No abre da mesma matéria, erro de concordância.



segunda-feira, 31 de março de 2008

A mãe do dossiê

Gustavo Porto - Agência Estado
Enquanto O Povo ainda chama o dossiê de "suposto", com notícias velhas em sua p.16, o Diário traz notícias novas sobre o caso. Na p.8, a afirmação do novo presidente do STF, lamentando a situação de Dilma Roussef, chefe do órgão que realizou o ilícito. E na p.20, enfim, o governo admitiu a elaboração do dossiê. É a terceira versão do governo - um script repetitivo, lembram do mensalão? -, divulgada pelo ministro José Múcio. Agora, existe o dossiê, "feito por inimigos internos da ministra". Ô gente mentirosa. Dilma repete atos de antigos poderosos, como Dirceu e Palocci. Primeiro nega, depois nega. Por fim admite, torna-se um zumbi no Planalto. E cai.

Atente para a frase de Múcio, na capa do Globo: "Alguém do Planalto resolveu fazer o mal".

Resta saber o que houve com O Povo. Estou com os dedos coçando nas teclas para dar minha opinião. Será que foi só incompetência?

Itinerante




O Diário errou a grafia da palavra itinerante na legenda da foto da p.18. O erro só pôde ser corrigido na versão digital

Advertência


Erro de regência do verbo advertir na manchete da p.5 do Diário. Só há um caso em que é transitivo indireto, quando tem o sentido de reparar, atentar.

Jamper???






Título da p.7 do Vida & Arte (O Povo) de sábado mudou para Jamper o nome no filme Jumper.

Colaboração do leitor Carlos.

domingo, 30 de março de 2008

Reforma legislativa


A Assembléia Legislativa encartou seu boletim no Povo e Diário. Traz boas matérias como o pacto das águas e ações para combater a corrupção eleitoral. Mas a capa monotemática é sobre... reforma de gabinetes. E o editorial também.

Fortaleza bela

Foto do dia, de Alcides Freire, na capa do Povo.

Era de privatizes


O que seriam privatizes? A curiosidade me foi aguçada com o abre da matéria principal do caderno Negócios. Estariam querendo dizer "privatizações"?

Editor chinês


Não sei de onde o Diário tirou esse hífen para colocar em Dalai Lama. Mesmo se existisse o hífen, o L teria que ser maiúsculo. No abre da matéria, é dito que "o líder espiritual disse que não era contra os jogos olímpicos em Pequim". E agora ele é? Não é a primeira vez que aprontam com o Dalai. Será chinês o editor?

Érico, o firme

Érico Firmo fez a melhor avaliação sobre a infeliz resposta que o governador Cid Gomes deu sobre o pedido de informação a respeito de viagem internacional em avião fretado. Érico fez o que os jornalistas que entrevistaram o governador não fizeram. Teve mais tempo, é claro, para refletir, e ainda pescar a cobrança que fizeram a Lula. Tem de ter respeito, governador! Para ler o texto, clique na imagem abaixo.

Abertura desafiam



Erro de concordância na capa do Povo. O sujeito no singular, o verbo no plural.

sábado, 29 de março de 2008

Bruno, o oportunista

O deputado Artur Bruno aproveitou que o plenário estava vazio e disparou críticas contra o pessoal do PSDB, DEM e PDT, conforme o Diário anunciou na matéria Petista critica tucanos, DEM e pedetistas. Uma frase contra a senadora Patrícia Saboya procovou a indignação do leitor Paulo. A frase do petista: “Ela é uma pessoa sensível, mas não respeita os partidos”.

Abaixo o comentário do leitor que veio no email paulobrasil26@gmail.com:


Caro André,

Veja só que fala de puro cinismo! Logo ele, que se mostra de um oportunismo contra seu próprio partido. Quem desrespeita mais o partido, aquele que, por discordar ou por alguma circunstância vai para outra sigla ou aquele que continua dentro do partido trabalhando contra ele? Esse moço que se mostra defensor de Luizianne se esforçou muito para que ela não fosse prefeita. Foi no apartamento dele que foi engendrado um movimento dos mais nojentos da história recente da política cearense. Quem não se lembra do "Sou PT, voto Inácio"? Bruno era petista, seu partido tinha uma candidata e ele a traía publicamente da forma mais desavergonhada, era um dos coordenadores da candidatura de outro partido, o PCdoB. Isso sim é infidelidade partidária. Bruno deveria estar noutro partido, não por vontade própria, mas por infidelidade partidária explícita. Agora, oportunista de sempre, cobra coerência dos outros. Bruno, que é professor de História, não pode querer que os outros esqueçam fatos tão recentes. O senhor devia ter vergonha e pedir desculpas por sua traição pública, o que nunca fez. Aliás, por que mesmo que o senhor saiu da secretaria do Estado? Parece que a resposta está coluna do Fábio Campos de ontem, numa frase dos Ferreiras Gomes: "um incompetente não pode se sustentar em um cargo só porque sua nomeação pertence a uma conta política".


Sobre as referências do email, indico os links abaixo.

Boa análise de Érico Firmo lembra o movimento "Sou PT, voto Inácio":Candidata contra tudo vira candidata de (quase) todos
Aqui, o comentário da coluna de Fábio Campos: Política

sexta-feira, 28 de março de 2008

Definhar

Em seqüência a sua boa série de reportagem sobre a precariedade da segurança no interior do estado, o Diário publicou a matéria Interior terá novas delegacias com o secretário-adjunto da Segurança. A editoria pegou uma de suas frases e a destacou na página. Ao fazer isso, ampliou um erro crasso de ortografia. O verbo é "definhar", bem parecido com o que foi publicado, o inexistente "defiar".

35 ou 25?


Um destaque da matéria TV Verdes Mares transmite jornais direto de Russas, na p.11 do Diário, afirma que 35 profissionais da TV foram enviados a Russas. No texto da repórter, porém, o número diminui para 25. Qual o número correto, já que ele foi elevado a condição de destaque.



Pulando na bicicleta


Algo estranho na foto publicado na p.17 do Diário? Os atletas do Fortaleza treinando longe dos campos. Não tanto estranho assim, afinal se exercitam numa academia. Estranheza mesmo na legenda da foto, dizendo que se trata de Spinning - um tipo de exercício feito com bicicleta. Este aí da foto se chama jump.

Crise de imagem

Ô foto! Aqui até que ela passa, mas na edição impressa é um pouco mais que um borrão. Seria mesmo esta a melhor foto para figurar na capa do Diário? Uma escolha bovina.

Foto: João Luís

Jogar o jogo


Que frase desengonçada esta escolhida para abrir a coluna Política (O Povo)!

Greves


Em sintonia com o assunto da máteria, o redator paralisou a escrita e deixou a frase pela metade na p.7 do Povo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Chupa que é de uva

Uma simples nota na coluna Vertical (O Povo) causou o maior rebuliço na TV Assembléia. Artur Bruno condenou Marcos Cals, e o mundo caiu sobre ele. Seu algoz foi o deputado Fernando Hugo, que usou todo seu arsenal retórico para defender Cals e bombardear o que ele chama de Linda Lins e sua Fortaleza Horrorosa. Com apartes de muitos tucanos. Os jornais devem trazer os detalhes amanhã. Leia a nota aí:



quarta-feira, 26 de março de 2008

Sucre, capital da Bolívia


Uma nota na p.2 do Povo informa que Sucre é a capital da Bolívia. Ué, mas não aprendemos nos livros e vemos todos os dias na mídia que a capital boliviana é La Paz? Pois é, para quem não sabia, La Paz é onde ficam a sede do governo, banco central, ministérios, embaixadas, mas a capital oficial continua sendo Sucre, sede da Suprema Corte de Justiça.

Prorrogação


Veja se isso não é exemplo de poesia concreta. Para dar ênfase à prorrogação do prazo para inscrições no concurso da AMC, O Povo esticou o espaço entre o "d" e o "e", na capa do jornal.

Excelente para quem?


Leitor Marcos Aurélio discorda do adjetivo excelente que o jornalista Fábio Campos usou na abertura de sua coluna para qualificar a entrevista que ele mesmo fez com o governador Cid Gomes na TV O Povo. Não vi. Com a palavra, o leitor:

Excelente porque os entrevistadores, dentre eles o próprio Fábio Campos, fizeram perguntas inteligentes ??? porque o Governador respondeu muito bem a todas ??? Na primeira pergunta que não era do interesse do Governador responder, os entrevistadores "baixaram" a cabeça e o governador continuou a fazer propaganda das futuras ações do governo e tudo ficou na "santa paz de Deus". Onde está a excelência nisso ??? para fazer apologia do governo, o mesmo já gasta muito em publicidade para "divulgar" suas ações !!!
Cordialmente,
Marcos

Cão e coca

Foto do dia, de Fco Fontenele, na capa do Povo. Homem salva cão e coca na enchente do Rio Salgado, no Cariri.

Confronto













Fiquei me perguntando ao ler essa manchete da p.17 do Diário. Como seria o confronto indireto entre Icasa e Ceará?