quarta-feira, 24 de outubro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Tropa de Elite
Encadeou umas imprecisões a partir deste trecho:
Fez boa ligação entre o caso do estudante negro (um policial infiltrado) e a esta
giária de uma ONG.O policial negro não era infiltrado, não estava em missão. Ele cursava Direito numa faculdade de gente rica e omitira sua condição profissional. Não é bem uma relação entre um estudante e uma estagiária de uma ONG. É uma relação entre dois estudantes de Direito, ela militante de uma ONG que atua na favela.

No parágrafo seguinte, um cochilo:
Aqui insere a crítica velada sobre o consumo de drogas no seio da classe média.
É um dos destaques do filme a crítica aos consumidores de drogas (coca e maconha). Há um discurso sobre isso, são tidos como financiadores do narcotráfico. E isso é repetido várias vezes, na narração do capitão Nascimento, na cena da tortura, fala nas crianças perdidas para o tráfico cada vez que um playboy fecha um baseado, na cena da passeata, de forma contundente. Uma discussão que o filme teve coragem de fazer. Apontar a contradição: os viciados da zona sul, financiadores da violência, fazem passeata pela paz.
Teve mais esta, ao falar de imagens-significantes:
A morte horrível do traficante queimado vivo dentro de um “casaco” de pneus.A análise foi muito boa, logo nas primeiras linhas ao afastar a pecha que ressentidos querem impingir ao filme, fascista. Bravo!
Além do que foi tratado na crítica, acho que está faltando alguém analisar o aspecto militar, as táticas, a verossimilhança até nos detalhes.
O filme faz pensar. Seria, de longe, o melhor representante do Brasil no Oscar. O público de Hollywood entenderá bem a linguagem do Tropa de Elite.

Leia a crítica na íntegra Mundo cão País afora...
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André Carvalho
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Repercussão
A matéria de capa de domingo do Povo deu o que falar não só aqui. O blog do Wanfil também comentou no aspecto mais político. Vale a pena ler o post que fala sobre o tema: Quem aposta na crise entre os Poderes?

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André Carvalho
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Espelho-d´água
Foto do dia, de José Leomar, na capa do Diário. O problema foi a legenda, tropeçou na língua:
Os espelhos dágua do Palácio da Abolição...
Espelho-d'água é uma palavra só, ligada por hífen e com apóstrofo.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Fofoca
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André Carvalho
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Engano
A Comunicado (Diário), ao tentar fazer análise política, abre a coluna assim "Repare: todos - sim, todos - os pré-candidatos à Prefeitura submergiram". No título, pergunta: Até quando?
Má sorte do autor. Pois o pré-candidato Moroni Torgan emergiu (se é que havia submergido) logo hoje no Povo.
A abertura do repórter do Povo até parece um desmentido à Comunicado:
Engana-se quem pensa que Moroni Torgan está deixando o tempo passar. Teve um fim de semana intenso.
Você lê a matéria aqui Moroni articula alianças e visita bairros
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domingo, 21 de outubro de 2007
Debate
Em resposta ao post Deu a louca no Povo, recebi um email muito educado, com a versão do editor. Dividi o texto em blocos para dialogar.
sou Érico Firmo, editor-adjunto do O POVO, quem editou a matéria. Saudabilíssimo o debate público. Acho que nada interessa mais a um jornalista que alguém que leia e pense sobre o que produziu. Dentro desse espírito de debate, vamos lá: você avalia que o Judiciário não fez reforma política. Avalio que fez, sim. Não só eu. Os magistrados, como Marco Aurélio Mello, fizeram afirmações do mesmo teor. O governador José Serra, Arlindo Chinaglia, Tião Viana, um monte de cientistas políticos.
Foram os partidos que queriam segurar seu rebanho para enfrentar o assédio sedutor do governo os primeiros a recorrer ao STF em forma de consulta. Sobre as leis existentes, os magistrados arbitraram que está na Constituição o principio da fidelidade partidária. Unanimidade. Com o novo cenário, o Legislativo reage para legislar. É o jogo democrático, não é crise, não é reforma. Havia uma omissão, agora uma exacerbação.
Enfim. Uma polêmica e opiniões divergentes, que estão retratadas nas páginas do O POVO, diga-se. O POVO não vem com uma versão e apresenta como definitiva. A matéria tem um olhar editorial, sim. Talvez para você, que não concorda, tenha forçado a barra. Mas é um debate da ordem do dia - basta dar uma passeada pela imprensa nacional. E não podes nos acusar de ter escondido o contraditório.
Conflito de interesses
O texto da chamada começa forte:A clássica divisão dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário - nunca foi tão mal-tratada (sic) pelas instituições brasileiras.
Continuemos com o email:

Típicas ou atípicas, são funções institucionais de cada Poder. Sem crise. Voltemos ao email
Seu texto foi a base para a Constituição que adveio com a Revolução Francesa, é a âncora do constitucionalismo. É fundador da Ciência Política. E não era reducionista. A divisão de poderes talvez seja o tema mais famoso, o tal verniz, não o “principal traço do autor”. O cara foi muito mais que isso. Leitura apressada. Adiante.
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André Carvalho
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Deu a louca no Povo
O Povo forçou a barra para dar impacto e consistência ao tema da manchete do jornal. Tentou adaptar a realidade a uma pauta concebida na redação. A matéria insinua que os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) estariam em crise, um interferindo na função do outro. É uma leitura simplória.
Como já disse, o Judiciário não faz reforma política. Interpretou o que há na Constituição sobre fidelidade partidária. Só isso, cumpriu também sua função. Questionado, não se omitiu. E não vi nenhum mal-estar institucional. Mas reações pessoais, principalmente dos que poderiam ser prejudicados com a medida. Agora, atente para o exagero.

(para conferir, clique aqui)
Na versão impressa, saiu assim:
Os três personagens aí do lado servem também para simbolizar uma união pelo equívoco. Não foi apenas do repórter, mas também do editor e de outro superior que autorizou a matéria. Quem editou concordou com o teor e deu aval com a escolha da seguinte ventilação do texto.

Viu só? Quem começou com Montesquieu tinha que meter um vocábulo francês. Métier não existe nos principais dicionários de português (não seria bom traduzir?). Mas isso é só uma casquinha do verniz cultural. O pior é o que ele diz. Gente, prestenção! Há duas inverdades numa só frase - escolhida para ventilar o texto.
Primeiro, fazem parte do mister do Congresso as instruções processuais e julgamentos de seus integrantes. E isso não é de agora. A outra é que não têm sido as principais atividades legislativas. Talvez as de maior visibilidade na mídia.
Para o rumo certo apontou o governador Cid Gomes na p.25:
Hoje, alguns enxergam crise institucional nas relações entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário...
É certo que há exageros, mas não crise, porque estes conflitos são parte do jogo democrático e do aperfeiçoamento do exercício político de nosso País;
Leia o artigo aqui "Poder constitui um freio para o poder"
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Vitória do Fortaleza
DIÁRIO POÉTICO
O Diário fez poesia na capa ao anunciar o resultado dos jogos de Fortaleza e Ceará.
Note que é um verso decassílabo (meio frouxo, vá lá):
LEÃO VENCE, VOVÔ EMPATA FORA
PATA FORA
Aliteração é coisa de poesia, porém este exemplo é também cacofonia, o que revelaria o nível do verso:
Vovô empata fora
Seria esse "pata fora" o jogador expulso, que agiu tão bobamente, como bicho de patas?
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sábado, 20 de outubro de 2007
Só vale morrer?
Faltou talento ao autor da manchete da p.34 do Povo:
Benazir diz que "morre" com paquistaneses
Primeiro, as aspas numa só palavra lhe tiram o sentido denotativo. Às vezes, soa como uma ironia, o contrário do que quer dizer. E Benazir não disse uma coisa nem outra. Atentem para o contexto. Depois que foi alvo e escapou ilesa de um atentado, ela demonstrou que não se deixa intimidar. Ela retornava de exílio e afirmou que ficaria em seu país para "viver ou morrer" com os paquistaneses.
O motivo da opção mórbida, não sei. Mas sei que a manchete é equivocada, pois não está de acordo com o texto da matéria, confunde o leitor.
Se ela acaba de sobreviver a um atentado, qual o motivo de não usar de forma positiva?
Benazir diz que "vive" com paquistaneses
E as aspas aí não seriam tão sem sentido. Serviriam para enfatizar o viver, mesmo sob atentados.
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Povo x Diário
Povo e Diário batem cabeça com informações contraditórias. Um ou outro está errado em matéria sobre a execução de uma professora no Mondubim. Para O Povo, o Ctafor não ajudou.
Veja o que diz O Povo (p.7):
As imagens da câmera do CTAFor não poderão ajudar a Polícia no esclarecimento da morte da professora Antônia Maria Lima... No momento em que a professora foi alvejada com um tiro na cabeça pelo garupeiro de uma moto, a câmera estava voltada para o outro lado do cruzamento.
Bem diferente diz o Diário (p.16):
As cenas do assassinato foram gravadas pelas câmeras do Ctafor. As imagens mostram que um homem de bicicleta foi o autor do disparo fatal na cabeça da professora.
A matéria do Povo, aqui: Sem pistas sobre o assassino de professora
A do Diário, aqui: Imagens mostram um ciclista atirando
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Chamada errada
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Sindicâncias dos jornalistas
Resultado do trabalho do Sindicato e da ACI sobre fraude no concurso da ACI:
- Só havia um vencedor: O Povo
- O então editor do Diário e vice-presidente da ACI fraudou o resultado para beneficiar o jornal que lhe pagava o salário.
- A ingerência do fraudador era tamanha que levou consigo, cúmplices, o ex e o futuro ex-presidente da ACI, manchando o nome da instituição e também do Diário.
Desta vez, o Diário não publicou resposta dos envolvidos. Nem mesmo a opinião do diretor-editor, que havia se solidarizado com seus colegas de redação, de "prêmios cassados".
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Deputado Neno
Marmeneeeno!!!
Olha o colunista se gabando de ter recusado uma oferta para concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa, com "reais chances de vitória". Aí, mente! O colunista não revelou o que seriam "reais chances".
No seu discurso, diz e reforça que prefere continuar como jornalista, muito superior a deputados. Não com essas palavras. É tradução livre. Todo o comentário, além de provocar, cordialmente, o colunista mais provocador, conhecido pela sutileza com que inocula seu veNeno (bom sentido), tem outra função. É... para questionar:
Os jornalistas são melhores que os políticos?
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14:04
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Viés de release
Tentei ler o artigo semanal de Flávio Paiva (Diário). Tropecei logo no primeiro parágrafo e perdi o fôlego. O motivo, um viés:
Ao criar um conjunto de oportunidades para as pessoas se verem mais vezes pelo viés da dignidade e da grandeza das suas próprias manifestações culturais, o programa Mais Cultura, lançado pelo presidente Lula na quinta-feira (4) passada, no Teatro Nacional, em Brasília, revela claramente a visão do governo federal de que as políticas públicas...
Com todo respeito, o texto de hoje cheira a release. E esse "viés" é intragável. Seu estilo é outro, ou não?
Curioso? leia o artigo A cultura onde a vida acontece
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Música
Depois da frase do Renan, sugestão de música:
Eu quero me trepar no pé de coco
(Messias Holanda)
Alguém tem o áudio?
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Vergonha de Salviano
Mais um motivo para os partidários de Manoel Salviano acharem que o Diário, ou alguém lá, quer ver o seu fim. No cabeçalho da p.3, é a primeira vez que eu vejo o deputado Perboyre Diógenes com destaque, se não me falha a memória. Está ali para falar mal de Salviano. Veja aí:
Detalhe é que Perboyre não pertence ao PSDB ou PMDB, é do PSL. Acho que esteve lá só para ficar morto de vergonha. Curiosidade: o deputado procurou o repórter, ou o repórter procurou o deputado para essa declaração?
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20:30
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Irritadinho
Foto do dia, de Kid Júnior, na capa do Diário. Flagrante na Assembléia mostra o deputado Augustinho Moreira sendo segurado quando tentava partir para cima do deputado Carlomano Marques. O assessor deste quase acerta um tapa em Moreira. E o decoro? Ou será que o deputado Augustinho, como insinuou Carlomano, não sabe mesmo ler?
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08:58
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Salvem Salviano
Se eu fosse partidário do deputado Manoel Salviano, diria que o Diário está em campanha franca para vê-lo cassado. Fogo cerrado nos três últimos dias. Será que amanhã tem mais?
Tudo começou com uma estranheza jornalística, que só virou suspeita com o tríduo. Numa matéria da p. 3, o editor fez questão de destacar a ameaça ao mandato de Manoel Salviano.
Quando digo "fez questão" não é apenas o lugar-comum do reforço. Esse destaque é um recurso jornalístico gráfico chamado ventilação, para arejar a página (aprendi bem, mestre?). O texto em destaque deve estar conectado com a matéria. Não há, porém, uma única linha sequer sobre Salviano. Só na ventilação. Então, ele fez questão.
O mais estranho é que no mesmo dia, três páginas depois, a editoria de Nacional usou também um recurso gráfico sobre o mesmo assunto, e mais específico: com a lista dos ameaçados. Como podem ver na imagem ao lado, não consta Manoel Salviano. No mesmo dia, fizemos um comentário no post Editorias divergentes.No dia seguinte, um texto opinativo assinado pelo editor de Política, com direito a foto de Salviano (indiretamente chamado de "trânsfuga").
O redator exigia uma posição rigorosa dos dois partidos, cheguei a dizer no post Escrita ruim que ele queria ver sangue. E deitou falação jurídica, instigando a punição.
Hoje, voltou ao assunto, sempre com destaque. Desta vez, com o presidente regional do PMDB, falando duro, para dizer em manchete que a situação de Salviano é complicada. Será que foi estimulado pelo texto ou já estava pronto, e a cantilena do jornalista serviu apenas de escada para uma frase preparada?
Na verdade, Salviano pode até ficar no PMDB e não ser punido. Ele só perde o mandato se o partido pedir isso na Justiça. E esta sanha de cassação também é estranha. O mandato é mesmo é do povo, em nome de quem ele é exercido. Se o STF entendeu que pertence ao partido, é lógico que só vale a partir daí. E a decisão é histórica não por propiciar uma caça às bruxas, mas para ordenar a bagunça. O troca-troca, inapelavelmente, foi restringido.
Uma frase que passou despercebida naquele texto dominical do editor, hoje, parece um ato falho.
Dentre muitos outros, aqui no Ceará, para nos fixarmos em apenas um caso, a situação criada pelo deputado federal Manoel Salviano
É um caso de fixação.
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20:56
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Novos blogs
Mais inteligência na blogosfera cearense.
Norton, antes ele do que vírus, estréia seu blog de idéias grandes e letras minúsculas. Também leio com freqüência o blog do Wanfil e o Liberdade Digital, muito bom. Os três, adicionados na minha lista.
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domingo, 7 de outubro de 2007
Foto Dali
Reprodução do quadro "O mel é mais doce que o sangue", de Salvador Dali, no caderno Cultura (Diário).
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Quantos anos?
Quem poderia traduzir em dia ou mês este 8 depois da vírgula?
Tarefa difícil. O jornal usou o sistema decimal (base 10) para grandeza de base 60, usada para medir o tempo.
Se fosse medida de peso, volume, distância, tudo bem, a base é 10, o sistema é decimal. Não há dúvida quanto a 1,8km: um quilômetro e oitocentos metros; 2,3kg: dois quilos e 300 gramas. Mas 3,8 anos não pode ser três anos e oito meses. Não podemos misturar as grandezas. Foi isso que o Diário fez nesta matéria, com uma enxurrada de números grafados indevidamente no sistema decimal.
Se não quiser entender bem, leia a matéria:
Expectativa de vida do cearense subiu 3,8 anos
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21:29
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Ombudsman de folga
O POVO não teme o debate. É um dos dois únicos jornais do Brasil a manter um ombudsman.
O que me parece injusto, verificando o panorama geral nesses dois anos e meio em que exerço a função de ombudsman, é que existe como que uma seletividade no olhar de uma parcela da intelectualidade cearense na crítica à mídia: miram O POVO como se fosse o único meio de comunicação do Ceará, esquecem-se convenientemente dos outros.
Não sei se isso acontece porque esses intelectuais acham que os outros meios de comunicação perderam completamente a credibilidade e não vale mais a pena discutir com eles ou se temem alguma retaliação, algo que no O POVO seria impensável, pois não o faz.
Só para lembrar, neste blog (que não tem nada de intelectual) que faz crítica à mídia, o alvo maior é o Diário, porque erra mais. Não por conveniência.
É, o ombudsman, hoje, parecia estar de folga.
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20:57
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Escrita ruim
Quando falei aqui que jornalistas (maioria) não sabem escrever, recebi um email dizendo que não era bem isso. Que eu deveria estar me baseando em textos de jovens, vindos há pouco da faculdade. Sua tese é desmontada hoje num texto do editor de Política do Diário do Nordeste.
A decisão do Supremo Tribunal Federal, afirmando que os mandatos proporcionais (de vereador, deputado estadual e deputado federal) são dos partidos, e não de quem os exerce, mudando sua própria Jurisprudência assentada no curso da vigência da atual Constituição brasileira...
Aqui, um absurdo jurídico: não houve mudança de jurisprudência, o que seria muito estranho. Também é de estranhar a inicial maiúscula em jurisprudência.
Dentre muitos outros, aqui no Ceará, para nos fixarmos em apenas um caso, a situação criada pelo deputado federal Manoel Salviano é uma dessas situações em que o partido também contribui para a desordem que impõe a intervenção do Poder Judiciário. O deputado resolver trocar o PSDB pelo PMDB apenas para ser candidato a prefeito de Juazeiro do Norte
De novo, usa "dentre" (de + entre) em vez do "entre". Aí, vem um belo estilo na repetição: a situação é uma das situações. E, de novo, erra na conjugação do verbo. Em vez de "resolver" é "resolveu".
Ao fim, mais bobagem:
E ele então anuncia sua volta ao PSDB. Pode? Que reações sérias adotarão os dois partidos ou qualquer deles? O PSDB vai tentar dar um ´jeitinho´? O PMDB vai se conformar com a exposição a que se submeteu, passando a idéia de ser uma sigla de aluguel, que abrigou o deputado apenas para que ele satisfizesse o seu interesse pessoal?
Bullshit, como diria os que falam inglês. Se o mandato pertence ao partido, e o deputado volta à legenda, seria isso jeitinho? Claro que não. E ainda exige uma providência séria. O redator quer ver é sangue.
Parece que se apaixonou pela palavra "trânsfuga". Usa-a assim, entre aspas, citando o ministro Marco Aurélio, três vezes.
Quer tentar ler a matéria? Clique no link abaixo.
Falta de compromisso dos partidos políticos
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sábado, 6 de outubro de 2007
Assessoria da PM
Depois de recentes notícias de ações desastradas da polícia, causando ferimentos, lesões graves e morte de inocentes, o Diário publicou matéria na p.18 que mais parece uma iniciativa da assessoria de imprensa da Polícia Militar:
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Sheakspeare???
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Editorias divergentes
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Plantação na Sônia
Colaboração de um leitor sobralense.
Uma notinha plantada, segundo o leitor, na coluna Sônia Pinheiro (O Povo), estaria fazendo lobby por canditado a vice-reitor da UVA, em Sobral. Vejamos:
Já está com Cid Gomes a lista tríplice para a escolha do novo reitor da Universidade Vale do Acaraú. Integrantes: Fabiano Cavalcante (61 votos), João Edson de Andrade (57) e Maria Palmira Soares de Mesquita (49). Detalhe: como Cid havia dito, que escolheria o nome mais sufragado, a UVA acredita que esse processo já chegou ao seu desfecho.
No texto, uma vírgula e a verdade estão fora de lugar.
Em primeiro lugar, não houve eleição de novo reitor. Quem está no posto é Antônio Colaço Matins, e seu mandato ainda está longe de findar. A votação foi para vice-reitor. A nota está correta quando diz que Cid escolheria o mais sufragado, mas no caso de reitor, não do vice. Até por uma questão de harmonia administrativa, e por gentileza, o reitor da UVA deve ser ouvido pelo governador.
E dizer que a "UVA acredita que esse processo já chegou ao seu desfecho" é mais um desejo de quem "plantou" a nota do que qualquer outra coisa. Os três foram escolhidos pela comunidade acadêmica. Qualquer um está legitimamente apto a ser escolhido.
Agradeço a colaboração do leitor, continue.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Desonestidade presidencial

Jocélio disse bem sobre as constrangedoras palavras de Lula:
As falas do presidente Lula sobre a recuperação da economia brasileira constrangem. Não apenas pelo caricato utilizado por ele. A de ontem, no BNDES, fazia uma esdrúxula comparação com um paciente em coma, ligado a aparelhos, tomando antibióticos na veia e pela boca - no dizer dele, nos últimos 30 anos. O constrangimento maior é pela desonestidade histórica. A estabilidade econômica brasileira não começou em janeiro de 2003, na posse de Lula no primeiro mandato, mas ainda no Governo Itamar Franco. Refrescando a memória: O Real foi lançado no Governo Itamar, por equipe econômica comandada pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso e depois pelo então ministro Ciro Gomes.
O Plano foi concebido para aniquilar a hiperinflação. Inclui a substituição da moeda pelo Real, depois de passar pela fase da Unidade Real de Valor (URV), a partir de 1º de julho de 1994.
Não faz tanto tempo assim. Em termos de história, nada. E não custa lembrar, por dever de registro. Não há, contudo, uma só referência pública da parte do presidente Lula ou de qualquer membro da equipe econômica sobre a herança bendita recebida.
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Enganação no Diário
O Diário não precisa enganar seus leitores como tentou hoje num título da p.3:
Presidente do TSE escreve para o Diário
Para que não houvesse dúvida, lascou este texto:
O Ministro Marco Marco [eco?] Aurélio Melo, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e Ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, na véspera do julgamento dos processos sobre fidelidade partidária, escreve o seguinte texto para o Diário do Nordeste:
Não restou dúvida: o Ministro escreveu "às vésperas do julgamento" exclusivamente para o Diário, certo? Errado. Talvez nem tenha sido culpa do jornal, talvez tenham lhe vendido o artigo como exclusivo.
O artigo foi publicado dois dias antes na Folha de S. Paulo, edição de domingo (30/09).
Assinantes da Folha ou Uol podem ler, clicando aqui A traição não consentida
O mesmo artigo no Diário, você lê aqui Presidente do TSE escreve para o Diário
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Jovialidade é alegria
Senilidade não é antônimo de jovialidade. Muita gente confunde juvenil (jovem) com jovial (alegre). Pesquei dois exemplos hoje, um na Sônia Pinheiro (O Povo), outro no Lustosa da Costa (Diário).
Lustosa da Costa
Dona Dolores, na jovialidade dos seus 93 anos...
Sônia Pinheiro
Patrícia estava super jovial trajando uma batinha de algodão bege e calça jeans de corte reto
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André Carvalho
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