quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Tropa de Elite (Trailer)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Tropa de Elite


A coluna Crítica (Diário) veiculada aos domingos, no Zoeira, sob o título “Mundo cão País afora...”, analisou o Tropa de Elite. Viu muitas coisas no filme, mas, apesar de achar péssima higiene mental, precisa rever a ação dos caveiras. Pois deixou de ver algumas coisas. Imagino que o filme lhe causou incômodo, mal-estar, e o fez menos atento do que comumente.

Encadeou umas imprecisões a partir deste trecho:

Fez boa ligação entre o caso do estudante negro (um policial infiltrado) e a estagiária de uma ONG.

O policial negro não era infiltrado, não estava em missão. Ele cursava Direito numa faculdade de gente rica e omitira sua condição profissional. Não é bem uma relação entre um estudante e uma estagiária de uma ONG. É uma relação entre dois estudantes de Direito, ela militante de uma ONG que atua na favela.

Capitão Nascimento com sua HK MP-5

No parágrafo seguinte, um cochilo:

Aqui insere a crítica velada sobre o consumo de drogas no seio da classe média.

É um dos destaques do filme a crítica aos consumidores de drogas (coca e maconha). Há um discurso sobre isso, são tidos como financiadores do narcotráfico. E isso é repetido várias vezes, na narração do capitão Nascimento, na cena da tortura, fala nas crianças perdidas para o tráfico cada vez que um playboy fecha um baseado, na cena da passeata, de forma contundente. Uma discussão que o filme teve coragem de fazer. Apontar a contradição: os viciados da zona sul, financiadores da violência, fazem passeata pela paz.

Teve mais esta, ao falar de imagens-significantes:

A morte horrível do traficante queimado vivo dentro de um “casaco” de pneus.

Na verdade, traficantes eram os carrascos, não a vítima que ardeu na fogueira.

A análise foi muito boa, logo nas primeiras linhas ao afastar a pecha que ressentidos querem impingir ao filme, fascista. Bravo!

Além do que foi tratado na crítica, acho que está faltando alguém analisar o aspecto militar, as táticas, a verossimilhança até nos detalhes.

O filme faz pensar. Seria, de longe, o melhor representante do Brasil no Oscar. O público de Hollywood entenderá bem a linguagem do Tropa de Elite.


Leia a crítica na íntegra Mundo cão País afora...

Repercussão

A matéria de capa de domingo do Povo deu o que falar não só aqui. O blog do Wanfil também comentou no aspecto mais político. Vale a pena ler o post que fala sobre o tema: Quem aposta na crise entre os Poderes?


Recebi novo email do editor adjunto Érico Firmo, carinhoso, reconhecendo alguns erros e louvando o debate. O email foi para consumo interno. Cito-o mais uma vez para também louvar sua disposição e abertura ao debate, coisa inconcebível em outros veículos locais.

Agradeço ainda as palavras elogiosas de Wanderley Filho, transcritas abaixo.

Espelho-d´água

Foto do dia, de José Leomar, na capa do Diário. O problema foi a legenda, tropeçou na língua:

Os espelhos dágua do Palácio da Abolição...
Espelho-d'água é uma palavra só, ligada por hífen e com apóstrofo.



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Pipa



Foto do dia, de Talita Rocha, na capa do Povo.

Fofoca


O Diário publicou essa nota no cabeçalho da p.3, sem dar detalhes básicos da informação. Assemelha-se à fofoca.

Engano

A Comunicado (Diário), ao tentar fazer análise política, abre a coluna assim "Repare: todos - sim, todos - os pré-candidatos à Prefeitura submergiram". No título, pergunta: Até quando?


Má sorte do autor. Pois o pré-candidato Moroni Torgan emergiu (se é que havia submergido) logo hoje no Povo.

A abertura do repórter do Povo até parece um desmentido à Comunicado:

Engana-se quem pensa que Moroni Torgan está deixando o tempo passar. Teve um fim de semana intenso.

Você lê a matéria aqui Moroni articula alianças e visita bairros

domingo, 21 de outubro de 2007

Debate

Em resposta ao post Deu a louca no Povo, recebi um email muito educado, com a versão do editor. Dividi o texto em blocos para dialogar.


Caro André,
sou Érico Firmo, editor-adjunto do O POVO, quem editou a matéria. Saudabilíssimo o debate público. Acho que nada interessa mais a um jornalista que alguém que leia e pense sobre o que produziu. Dentro desse espírito de debate, vamos lá: você avalia que o Judiciário não fez reforma política. Avalio que fez, sim. Não só eu. Os magistrados, como Marco Aurélio Mello, fizeram afirmações do mesmo teor. O governador José Serra, Arlindo Chinaglia, Tião Viana, um monte de cientistas políticos.

Duvido que eles achem mesmo isso, pode ser uma força de expressão. A reforma não pode se restringir a um item, a fidelidade partidária. Ponto. O Judiciário não legisla. O STF, além do foro privilegiado, tem a função de arbitrar sobre questões constitucionais.
Foram os partidos que queriam segurar seu rebanho para enfrentar o assédio sedutor do governo os primeiros a recorrer ao STF em forma de consulta. Sobre as leis existentes, os magistrados arbitraram que está na Constituição o principio da fidelidade partidária. Unanimidade. Com o novo cenário, o Legislativo reage para legislar. É o jogo democrático, não é crise, não é reforma. Havia uma omissão, agora uma exacerbação.

Enfim. Uma polêmica e opiniões divergentes, que estão retratadas nas páginas do O POVO, diga-se. O POVO não vem com uma versão e apresenta como definitiva. A matéria tem um olhar editorial, sim. Talvez para você, que não concorda, tenha forçado a barra. Mas é um debate da ordem do dia - basta dar uma passeada pela imprensa nacional. E não podes nos acusar de ter escondido o contraditório.
O Povo é um bom jornal porque se expõe ao debate, às vezes até de forma vulnerável. É claro que houve mais de uma versão. O problema foi forçar a barra, mesmo para uma leitura apressada, como nestes destaques. Começa na manchete, de meia página, com impacto visual:
Conflito de interesses
O texto da chamada começa forte:
Brasil vive uma bagunça generalizada entre os papéis desempenhados pelos três poderes.

Bagunça generalizada!!!Não é forçar a barra? Agora, na p. 21:

A clássica divisão dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário - nunca foi tão mal-tratada (sic) pelas instituições brasileiras.
Isto é, nunca na história deste país a divisão de poderes foi tão maltratada. Exagerou, né?
Continuemos com o email:

Aliás, sobre o suposto fato de o STF apenas interpretar o texto legal, lembro declaração dada há duas semanas pelo próprio já citado Marco Aurélio Mello: se o STF só interpretou o texto legal, significa que a Constituição só começou a valer em 27 de março. Melo disse isso no contexto de quem defendeu a cassação dos mandatos de quem trocou de partido em qualquer data, posto que a Constituição já estava em vigor, e não houve criação de norma constitucional.
Ainda bem que a fala do ministro foi contextualizada. Do contrário, seria estranho. Para ele, a Constituição é clara. Portanto, poderiam os partidos pedir o mandato de volta de quem houvesse mudado de legenda em qualquer tempo. A maioria achou que estava na Constituição, mas não de forma clara e se decidiu por uma data a partir de sua decisão. Criou jurisprudência.
Adiante:

Quanto ao julgamento dos pares serem funções do Judiciário, essa discussão também está posta, meu caro. Quero creditar a avaliação a uma leitura rápida sua. Observe o quadro da página 25, que aborda, com base em obra do professor Pedro Lenza, divide as funções dos poderes entre as típicas e as atípicas. CPI e julgamento são funções do Legislativo. Mas não sua função típica. Você pode discordar da avaliação, mas não que a discussão é despropositada.
Aqui, um equívoco. O que o repórter disse e foi destacado na edição: "as instruções processuais e julgamentos, métier da Justiça, têm sido..." Eis o ponto. O aposto diz “métier da Justiça” e não "atividade atípica do Legislativo”. Outro equívoco é sobre o quadro, dito como na p. 25, baseado em Pedro Lenza. No exemplar que eu tenho, o quadro é na página 28. Lá, CPI e julgamentos não constam como atividades atípicas. Está igual a este:

Típicas ou atípicas, são funções institucionais de cada Poder. Sem crise. Voltemos ao email

Bom, você pode não ter gostado do "verniz intelectual". Achei original e curioso saber que o Brasil é citado em "O espírito das leis". Discussão estilística, em cujo mérito deixo para cada juízo. Você diz, porém que o repórter não revela qual a tese do livro da qual o Brasil continua distante. Quero, novamente, creditar a leitura rápida. Está lá: "a clássica divisão dos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - traço principal do pensamento do filósofo". E, a despeito de louvar a abertura ao debate, a adjetivação "doidice" para classificar o material me parece pesada em excesso.
Curioso certamente. É a terceira vez que é falado sobre minha leitura apressa. Em homenagem a essa repetição, voltei ao jornal. Tive a mesma conclusão, leitura apressada. Sobre Montesquieu. Dizer que a tese de O Espírito da Lei é “a clássica divisão dos três poderes” é reduzir a importância da obra. Ela é composta de seis partes, cada uma com vários livros totalizando 27, com estudos divididos em vários capítulos, principalmente a respeito da lei que dependeria dos princípios e natureza do governo.
Seu texto foi a base para a Constituição que adveio com a Revolução Francesa, é a âncora do constitucionalismo. É fundador da Ciência Política. E não era reducionista. A divisão de poderes talvez seja o tema mais famoso, o tal verniz, não o “principal traço do autor”. O cara foi muito mais que isso. Leitura apressada. Adiante.

Quanto ao Senado ter cumprido sua missão, de Legislar, é fato. Mas a questão que o autor coloca é outra: a Casa, só após a "porta arrombada", votou uma matéria que há muito lá tramita. E, olha, você pode não gostar da matéria - e não gostou, percebe-se. Outra é dizer que o jornalista está distante de seu papel. Não creio.
Talvez seja bom explicar. Nada contra o jornalista. Distante, a meu ver, porque exagera, cria uma tese e tenta sustentá-la até fim, para especular sobre crise iminente ou existente. A discussão é pertinente.

No mais, quero saudar seu trabalho, bem-vindo e necessário para uma função pública como a de jornalista. Não quero ser mal interpretado. É por louvar a disposição e a provocação ao debate que estou entrando na discussão, que considero salutar.

Abraço grande,
Érico Firmo
Editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura Jornal O POVO


Retribuo o abraço e louvo a postura do editor, que não é diferente dos demais profissionais do jornal com quem tenho mantido contato por email. A exemplo do ombudsman, cujo email não publiquei por não ter sido autorizado. Neste, senti-me autorizado pelo remetente que se dispôs ao debate público.

Quanto à matéria, tem seu valor, o que estranhei foi o forçar a barra, na minha opinião. Continuo achando que não há crise, que os poderes estão cumprindo seu papel e até de forma mais evoluída do que a clássica divisão de Montesquieu. E precisa evoluir. Também acho que as opções editoriais e gráficas denotam que O Povo adotou a tese da crise. As personalidades ouvidas não falam em crise.

Fechemos com Monstesquieu: "só o poder freia o poder".

Deu a louca no Povo

O Povo forçou a barra para dar impacto e consistência ao tema da manchete do jornal. Tentou adaptar a realidade a uma pauta concebida na redação. A matéria insinua que os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) estariam em crise, um interferindo na função do outro. É uma leitura simplória.

O equívoco começou na capa com o seguinte texto:

INVERSÃO DE PAPÉIS - O Brasil vive uma bagunça generalizada entre os papéis dos três poderes. Enquanto o Congresso Nacional assistia, o Judiciário deu início à reforma política.
Ora, o Judiciário não fez reforma política. Apenas interpretou o texto legal. O exagero estaria talvez com o Executivo, com seu pendor legislativo através das incontáveis medidas provisórias.

O equívoco continua no título que abre a matéria na p.21 (Poderes em crise de identidade) e se prolonga na linha explicativa:

FREUD EXPLICA - Judiciário fazendo reforma política, Executivo legislando por medidas provisórias e Congresso Nacional transformado em tribunal para julgar os próprios parlamentares

Ora, CPI e julgamento de seus pares são funções do Legislativo, fazem parte do regimento. Onde estaria a crise de identidade?

O jornalista usou todo o texto da p.21 para construir um nariz-de-cera, de acordo com o jargão jornalístico. Juntou alhos com bugalhos, principalmente quando quis dar verniz intelectual à sua peça, citando Montesquieu:

Em sua obra-prima, publicada em 1748, o aristocrata Charles-Louis de Secondat (1689-1755) cita duas vezes o Brasil. A primeira é uma rápida menção à enorme quantidade de ouro que os espanhóis encontraram por aqui. A segunda, quando o francês detalha algumas rotas das grandes navegações. Mas nem de longe nossa história está na idéia central da obra que marcaria a Ciência Política mundial. Quase 260 anos depois, quase nada mudou.
É o nariz-de-cera teaser. Nada revela, suspense. E ainda taca este quase-quase (quase 260 anos depois, quase nada mudou). É mesmo? Quase nada mudou? Onde está então a enorme quantidade de ouro? Poderia ter começado melhor, não?

O Brasil continua distante da tese defendida no livro O Espírito das Leis, do "Barão de Montesquieu", nome que imortalizaria o autor. Pelo contrário. Atualmente, a clássica divisão dos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - traço principal do pensamento do filósofo - nunca foi tão mal-tratada pelas instituições brasileiras.
Olha a doidice. O repórter diz que o Brasil continua distante da tese no livro, mas não diz qual a tese. E complementa: "Pelo contrário". Ora, o contrário de distante é próximo. É uma sentença desmentindo a outra, num pensamento trôpego. E ainda maltrata a língua colocando este hífen indevidamente. O samba do crioulo doido continua:

Um bom exemplo disso - ou um ruim, dependendo do ponto de vista -, aconteceu na última quarta-feira, dia 17, na Capital da República. A toque de caixa, o Senado Federal aprovou mudanças na Constituição Federal, abrindo caminho para, finalmente, estabelecer a fidelidade partidária. A decisão foi uma clara resposta ao que tinha acontecido, um dia antes, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É um exemplo ruim. O que o Senado fez foi legislar, cumpriu sua função. O jornalista é que parece estar distante da sua.

Apesar de não ter o ato de legislar como função essencial, a cúpula do Judiciário nacional vinha assumindo a dianteira na reforma política no País. O episódio não deixou dúvidas: um mal-estar institucional foi instalado em Brasília.
Como já disse, o Judiciário não faz reforma política. Interpretou o que há na Constituição sobre fidelidade partidária. Só isso, cumpriu também sua função. Questionado, não se omitiu. E não vi nenhum mal-estar institucional. Mas reações pessoais, principalmente dos que poderiam ser prejudicados com a medida. Agora, atente para o exagero.

De impacto e repercussões sem precedentes, o choque entre as funções do Congresso e Judiciário não é um caso isolado.

Dizer que há um choque entre as funções do Congresso e Judiciário já é uma licença poética, mas dizer que esse "choque" tem impacto e repercussão sem precedente já é viagem. Chocou-se contra a sobriedade. Tanto é que a exagerada expressão não está na versão impressa, só na eletrônica. Veja as duas versões.

Na internet:

(para conferir, clique aqui)

Na versão impressa, saiu assim:

Os três personagens aí do lado servem também para simbolizar uma união pelo equívoco. Não foi apenas do repórter, mas também do editor e de outro superior que autorizou a matéria. Quem editou concordou com o teor e deu aval com a escolha da seguinte ventilação do texto.


Viu só? Quem começou com Montesquieu tinha que meter um vocábulo francês. Métier não existe nos principais dicionários de português (não seria bom traduzir?). Mas isso é só uma casquinha do verniz cultural. O pior é o que ele diz. Gente, prestenção! Há duas inverdades numa só frase - escolhida para ventilar o texto.

Primeiro, fazem parte do mister do Congresso as instruções processuais e julgamentos de seus integrantes. E isso não é de agora. A outra é que não têm sido as principais atividades legislativas. Talvez as de maior visibilidade na mídia.

Para o rumo certo apontou o governador Cid Gomes na p.25:

Hoje, alguns enxergam crise institucional nas relações entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário...

É certo que há exageros, mas não crise, porque estes conflitos são parte do jogo democrático e do aperfeiçoamento do exercício político de nosso País;

Leia o artigo aqui "Poder constitui um freio para o poder"

Vitória do Fortaleza

DIÁRIO POÉTICO
O Diário fez poesia na capa ao anunciar o resultado dos jogos de Fortaleza e Ceará.
Note que é um verso decassílabo (meio frouxo, vá lá):
LEÃO VENCE, VOVÔ EMPATA FORA

PATA FORA
Aliteração é coisa de poesia, porém este exemplo é também cacofonia, o que revelaria o nível do verso:
Vovô empata fora

Seria esse "pata fora" o jogador expulso, que agiu tão bobamente, como bicho de patas?



sábado, 20 de outubro de 2007

Só vale morrer?

Faltou talento ao autor da manchete da p.34 do Povo:

Benazir diz que "morre" com paquistaneses

Primeiro, as aspas numa só palavra lhe tiram o sentido denotativo. Às vezes, soa como uma ironia, o contrário do que quer dizer. E Benazir não disse uma coisa nem outra. Atentem para o contexto. Depois que foi alvo e escapou ilesa de um atentado, ela demonstrou que não se deixa intimidar. Ela retornava de exílio e afirmou que ficaria em seu país para "viver ou morrer" com os paquistaneses.

O motivo da opção mórbida, não sei. Mas sei que a manchete é equivocada, pois não está de acordo com o texto da matéria, confunde o leitor.

Se ela acaba de sobreviver a um atentado, qual o motivo de não usar de forma positiva?
Benazir diz que "vive" com paquistaneses

E as aspas aí não seriam tão sem sentido. Serviriam para enfatizar o viver, mesmo sob atentados.

Povo x Diário

Povo e Diário batem cabeça com informações contraditórias. Um ou outro está errado em matéria sobre a execução de uma professora no Mondubim. Para O Povo, o Ctafor não ajudou.

Veja o que diz O Povo (p.7):

As imagens da câmera do CTAFor não poderão ajudar a Polícia no esclarecimento da morte da professora Antônia Maria Lima... No momento em que a professora foi alvejada com um tiro na cabeça pelo garupeiro de uma moto, a câmera estava voltada para o outro lado do cruzamento.

Bem diferente diz o Diário (p.16):

As cenas do assassinato foram gravadas pelas câmeras do Ctafor. As imagens mostram que um homem de bicicleta foi o autor do disparo fatal na cabeça da professora.

A matéria do Povo, aqui: Sem pistas sobre o assassino de professora
A do Diário, aqui: Imagens mostram um ciclista atirando

Chamada errada


O Povo, na p.2, disse que o editorial seria sobre tansplante. Mas foi sobre o desabamento de teto de escola em Beberibe.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Troca-troca no Povo



Legenda de um, foto de outro. Na p. 2 do Povo. Clique na imagem para ampliar.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Sindicâncias dos jornalistas

Resultado do trabalho do Sindicato e da ACI sobre fraude no concurso da ACI:

- Só havia um vencedor: O Povo
- O então editor do Diário e vice-presidente da ACI fraudou o resultado para beneficiar o jornal que lhe pagava o salário.
- A ingerência do fraudador era tamanha que levou consigo, cúmplices, o ex e o futuro ex-presidente da ACI, manchando o nome da instituição e também do Diário.

Desta vez, o Diário não publicou resposta dos envolvidos. Nem mesmo a opinião do diretor-editor, que havia se solidarizado com seus colegas de redação, de "prêmios cassados".

Dente místico


Foto do dia, de J. Luís (Diário), vencedora de prêmio. A legenda é que atrapalhou:

Foto publicada procurou desmistificar a idéia de que tudo relacionado ao dente é doloroso

Doloroso é esse "desmistificar" por desmitificar. Afinal, cuidar dos dentes não é coisa doutro mundo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Deputado Neno

Marmeneeeno!!!
Olha o colunista se gabando de ter recusado uma oferta para concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa, com "reais chances de vitória". Aí, mente! O colunista não revelou o que seriam "reais chances".

No seu discurso, diz e reforça que prefere continuar como jornalista, muito superior a deputados. Não com essas palavras. É tradução livre. Todo o comentário, além de provocar, cordialmente, o colunista mais provocador, conhecido pela sutileza com que inocula seu veNeno (bom sentido), tem outra função. É... para questionar:

Os jornalistas são melhores que os políticos?

Viés de release

Tentei ler o artigo semanal de Flávio Paiva (Diário). Tropecei logo no primeiro parágrafo e perdi o fôlego. O motivo, um viés:

Ao criar um conjunto de oportunidades para as pessoas se verem mais vezes pelo viés da dignidade e da grandeza das suas próprias manifestações culturais, o programa Mais Cultura, lançado pelo presidente Lula na quinta-feira (4) passada, no Teatro Nacional, em Brasília, revela claramente a visão do governo federal de que as políticas públicas...

Com todo respeito, o texto de hoje cheira a release. E esse "viés" é intragável. Seu estilo é outro, ou não?

Curioso? leia o artigo A cultura onde a vida acontece

Música

Depois da frase do Renan, sugestão de música:

Eu quero me trepar no pé de coco
(Messias Holanda)

Alguém tem o áudio?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Varal

Peguei no Noblat.

Vergonha de Salviano

Mais um motivo para os partidários de Manoel Salviano acharem que o Diário, ou alguém lá, quer ver o seu fim. No cabeçalho da p.3, é a primeira vez que eu vejo o deputado Perboyre Diógenes com destaque, se não me falha a memória. Está ali para falar mal de Salviano. Veja aí:




Detalhe é que Perboyre não pertence ao PSDB ou PMDB, é do PSL. Acho que esteve lá só para ficar morto de vergonha. Curiosidade: o deputado procurou o repórter, ou o repórter procurou o deputado para essa declaração?

Irritadinho

Foto do dia, de Kid Júnior, na capa do Diário. Flagrante na Assembléia mostra o deputado Augustinho Moreira sendo segurado quando tentava partir para cima do deputado Carlomano Marques. O assessor deste quase acerta um tapa em Moreira. E o decoro? Ou será que o deputado Augustinho, como insinuou Carlomano, não sabe mesmo ler?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Salvem Salviano

Se eu fosse partidário do deputado Manoel Salviano, diria que o Diário está em campanha franca para vê-lo cassado. Fogo cerrado nos três últimos dias. Será que amanhã tem mais?

Tudo começou com uma estranheza jornalística, que só virou suspeita com o tríduo. Numa matéria da p. 3, o editor fez questão de destacar a ameaça ao mandato de Manoel Salviano.

Quando digo "fez questão" não é apenas o lugar-comum do reforço. Esse destaque é um recurso jornalístico gráfico chamado ventilação, para arejar a página (aprendi bem, mestre?). O texto em destaque deve estar conectado com a matéria. Não há, porém, uma única linha sequer sobre Salviano. Só na ventilação. Então, ele fez questão.

O mais estranho é que no mesmo dia, três páginas depois, a editoria de Nacional usou também um recurso gráfico sobre o mesmo assunto, e mais específico: com a lista dos ameaçados. Como podem ver na imagem ao lado, não consta Manoel Salviano. No mesmo dia, fizemos um comentário no post Editorias divergentes.


No dia seguinte, um texto opinativo assinado pelo editor de Política, com direito a foto de Salviano (indiretamente chamado de "trânsfuga").

O redator exigia uma posição rigorosa dos dois partidos, cheguei a dizer no post Escrita ruim que ele queria ver sangue. E deitou falação jurídica, instigando a punição.

Hoje, voltou ao assunto, sempre com destaque. Desta vez, com o presidente regional do PMDB, falando duro, para dizer em manchete que a situação de Salviano é complicada. Será que foi estimulado pelo texto ou já estava pronto, e a cantilena do jornalista serviu apenas de escada para uma frase preparada?

Na verdade, Salviano pode até ficar no PMDB e não ser punido. Ele só perde o mandato se o partido pedir isso na Justiça. E esta sanha de cassação também é estranha. O mandato é mesmo é do povo, em nome de quem ele é exercido. Se o STF entendeu que pertence ao partido, é lógico que só vale a partir daí. E a decisão é histórica não por propiciar uma caça às bruxas, mas para ordenar a bagunça. O troca-troca, inapelavelmente, foi restringido.

Uma frase que passou despercebida naquele texto dominical do editor, hoje, parece um ato falho.

Dentre muitos outros, aqui no Ceará, para nos fixarmos em apenas um caso, a situação criada pelo deputado federal Manoel Salviano

É um caso de fixação.

Novos blogs

Mais inteligência na blogosfera cearense.
Norton, antes ele do que vírus, estréia seu blog de idéias grandes e letras minúsculas. Também leio com freqüência o blog do Wanfil e o Liberdade Digital, muito bom. Os três, adicionados na minha lista.

domingo, 7 de outubro de 2007

Boa noite

FLU 2 x 0 FLA

Foto Dali

Reprodução do quadro "O mel é mais doce que o sangue", de Salvador Dali, no caderno Cultura (Diário).



Quantos anos?

Quem poderia traduzir em dia ou mês este 8 depois da vírgula?
Tarefa difícil. O jornal usou o sistema decimal (base 10) para grandeza de base 60, usada para medir o tempo.

Se fosse medida de peso, volume, distância, tudo bem, a base é 10, o sistema é decimal. Não há dúvida quanto a 1,8km: um quilômetro e oitocentos metros; 2,3kg: dois quilos e 300 gramas. Mas 3,8 anos não pode ser três anos e oito meses. Não podemos misturar as grandezas. Foi isso que o Diário fez nesta matéria, com uma enxurrada de números grafados indevidamente no sistema decimal.

Se não quiser entender bem, leia a matéria:
Expectativa de vida do cearense subiu 3,8 anos

Ombudsman de folga


Hoje o ombudsman abdicou de sua função.
O pretexto foi uma crítica de um professor de comunicação. Segundo o professor, a parceria da TV O Povo e TV Assembléia poria em dúvida a imparcialidade do jornal em relação à Assembléia.


Pronto, toda a coluna foi usada para combater o pensamento do professor e fazer a defesa, apaixonada, do jornal. Apesar de tentar demonstrar que O Povo não teme críticas, sugeriu que elas fossem direcionadas a outros jornais. Isto é fugir do assunto. Leia este trecho:

A propósito, creio que a universidade poderia organizar um debate sobre os meios de comunicação. Entre os temas poder-se-ia avaliar a influência que sofrem os jornais submetidos a injunções empresarias que nada tem a ver com o jornalismo, e as emissoras sob o mando de políticos, temas pouco questionados pela academia, pelo menos publicamente.
Perceberam? Ele diz que O Povo até erra, mas os outros erram mais. E, segundo ele, não estariam sendo questionados. E quer debate, pautado por ele.

O POVO não teme o debate. É um dos dois únicos jornais do Brasil a manter um ombudsman.
A diferença é que, no outro jornal, não há essa defesa apaixonado do veículo, é sempre mais crítico. Usar o ombudsman para pequenas críticas pontuais e este tipo de defesa alimenta o argumento de que a função do ombudsman é mais de marketing.

O que me parece injusto, verificando o panorama geral nesses dois anos e meio em que exerço a função de ombudsman, é que existe como que uma seletividade no olhar de uma parcela da intelectualidade cearense na crítica à mídia: miram O POVO como se fosse o único meio de comunicação do Ceará, esquecem-se convenientemente dos outros.
Que texto estranho esse, não é mesmo digno de um ombudsman. Desculpem, não mesmo. Olha só o que é dito: que os intelectuais só criticam O Povo, "esquecem-se convenientemente dos outros". Como diria o Faustão "ô louco, meu!". Que é isso, ombudsman? Você não vai querer que dirijam crítica dos outros veículos ao ombudsman do Povo. Como você sabe que os outros jornais não são também criticados? E ainda acusou os intelectuais de covardes com esse "convenientemente".

Não sei se isso acontece porque esses intelectuais acham que os outros meios de comunicação perderam completamente a credibilidade e não vale mais a pena discutir com eles ou se temem alguma retaliação, algo que no O POVO seria impensável, pois não o faz.
Viram só! Como o ombudsman acha que os intelectuais não criticam os outros jornais, ele resolveu fazer justiça com as próprias teclas. É que os outros jornais não teriam credibilidade (só O Povo, pois não?). Outra acusação: os outros jornais fazem retaliação. E fecha com declaração de amor: "algo que no O Povo seria impensável, pois não o faz".

Só para lembrar, neste blog (que não tem nada de intelectual) que faz crítica à mídia, o alvo maior é o Diário, porque erra mais. Não por conveniência.

É, o ombudsman, hoje, parecia estar de folga.

Escrita ruim

Quando falei aqui que jornalistas (maioria) não sabem escrever, recebi um email dizendo que não era bem isso. Que eu deveria estar me baseando em textos de jovens, vindos há pouco da faculdade. Sua tese é desmontada hoje num texto do editor de Política do Diário do Nordeste.


Imagino que, para ser editor de Política, não devam colocar jovens. Vamos ao texto:

A fidelidade partidária, sequer precisaria estar definida em lei, tivéssemos todos os homens públicos o compromisso...
Mal começa o texto, lasca uma vírgula indevida, separando sujeito do predicado. E logo depois usa o advérbio "sequer" também de forma indevida. Deveria ser "nem sequer". Em seguida, erra o tempo do verbo ter. O correto seria "tivessem". Três erros crassos logo no primeiro parágrafo.

Lamentável que tenhamos necessidade de ter uma lei para pôr fim à infidelidade. E pior ainda que tal dispositivo tenha que ser feito pelo Judiciário, pois demonstra a impotência, e mais, o desinteresse do Poder Legislativo de cumprir a missão que a democracia brasileira lhe garante, dentre as quais de fazer o ordenamento jurídico.
Erros de pensamento e um de português. Lamentável que ainda não tívessemos uma lei sobre a fidelidade. O "dispositivo" não foi feito pelo Judiciário. Este interpretou a legislação. A omissão do Legislativo foi de não regulamentar, detalhar ou disciplinar em matéria legal o que havia na Constituição. O erro de português é este "dentre" quando quer dizer "entre".

A decisão do Supremo Tribunal Federal, afirmando que os mandatos proporcionais (de vereador, deputado estadual e deputado federal) são dos partidos, e não de quem os exerce, mudando sua própria Jurisprudência assentada no curso da vigência da atual Constituição brasileira...
Aqui, um absurdo jurídico: não houve mudança de jurisprudência, o que seria muito estranho. Também é de estranhar a inicial maiúscula em jurisprudência.

Dentre muitos outros, aqui no Ceará, para nos fixarmos em apenas um caso, a situação criada pelo deputado federal Manoel Salviano é uma dessas situações em que o partido também contribui para a desordem que impõe a intervenção do Poder Judiciário. O deputado resolver trocar o PSDB pelo PMDB apenas para ser candidato a prefeito de Juazeiro do Norte
De novo, usa "dentre" (de + entre) em vez do "entre". Aí, vem um belo estilo na repetição: a situação é uma das situações. E, de novo, erra na conjugação do verbo. Em vez de "resolver" é "resolveu".

Ao fim, mais bobagem:

E ele então anuncia sua volta ao PSDB. Pode? Que reações sérias adotarão os dois partidos ou qualquer deles? O PSDB vai tentar dar um ´jeitinho´? O PMDB vai se conformar com a exposição a que se submeteu, passando a idéia de ser uma sigla de aluguel, que abrigou o deputado apenas para que ele satisfizesse o seu interesse pessoal?
Bullshit, como diria os que falam inglês. Se o mandato pertence ao partido, e o deputado volta à legenda, seria isso jeitinho? Claro que não. E ainda exige uma providência séria. O redator quer ver é sangue.

Parece que se apaixonou pela palavra "trânsfuga". Usa-a assim, entre aspas, citando o ministro Marco Aurélio, três vezes.


Quer tentar ler a matéria? Clique no link abaixo.

Falta de compromisso dos partidos políticos

sábado, 6 de outubro de 2007

Foto do dia

Publicado na p.4 do Caderno 3 (Diário). O autor, conforme publicado no jornal, é Divulgação.

Assessoria da PM

Depois de recentes notícias de ações desastradas da polícia, causando ferimentos, lesões graves e morte de inocentes, o Diário publicou matéria na p.18 que mais parece uma iniciativa da assessoria de imprensa da Polícia Militar:


Sheakspeare???


A Comunicado (Diário) revelou falta de intimidade com o maior autor da língua inglesa. No título e no texto da nota, grafou errado o nome de Shakespeare.

Poderia se desculpar por não saber inglês, mas o nome é um dos mais conhecidos do mundo literário ocidental. O diabo é que também errou o nome do programa da Secult. Chamou de "cidadão" o Biblioteca Cidadã.




Editorias divergentes

A editoria de Política não se entende com a de Nacional, no Diário.

Na p.3, foi dito numa ventilação (imagem acima) que o deputado cearense Manoel Salviano está ameaçado de perder o mandato depois da decisão do STF sobre fidelidade partidária.

Sobre o mesmo assunto, na p.6, sob o título "TSE deve julgar 'infiéis' no prazo de três meses", há um box (imagem ao lado) com a relação dos ameaçados. Entre eles, não consta o nome de Manoel Salviano.

A curiosidade em relação à p.3 (Política) é que o nome de Manoel Salviano não aparece no corpo da matéria, só na ventilação.






De novo?!

Na capa do Diário.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Plantação na Sônia

Colaboração de um leitor sobralense.


Uma notinha plantada, segundo o leitor, na coluna Sônia Pinheiro (O Povo), estaria fazendo lobby por canditado a vice-reitor da UVA, em Sobral. Vejamos:


Já está com Cid Gomes a lista tríplice para a escolha do novo reitor da Universidade Vale do Acaraú. Integrantes: Fabiano Cavalcante (61 votos), João Edson de Andrade (57) e Maria Palmira Soares de Mesquita (49). Detalhe: como Cid havia dito, que escolheria o nome mais sufragado, a UVA acredita que esse processo já chegou ao seu desfecho.

No texto, uma vírgula e a verdade estão fora de lugar.
Em primeiro lugar, não houve eleição de novo reitor. Quem está no posto é Antônio Colaço Matins, e seu mandato ainda está longe de findar. A votação foi para vice-reitor. A nota está correta quando diz que Cid escolheria o mais sufragado, mas no caso de reitor, não do vice. Até por uma questão de harmonia administrativa, e por gentileza, o reitor da UVA deve ser ouvido pelo governador.

E dizer que a "UVA acredita que esse processo já chegou ao seu desfecho" é mais um desejo de quem "plantou" a nota do que qualquer outra coisa. Os três foram escolhidos pela comunidade acadêmica. Qualquer um está legitimamente apto a ser escolhido.

Agradeço a colaboração do leitor, continue.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Desonestidade presidencial


Jocélio disse bem sobre as constrangedoras palavras de Lula:

As falas do presidente Lula sobre a recuperação da economia brasileira constrangem. Não apenas pelo caricato utilizado por ele. A de ontem, no BNDES, fazia uma esdrúxula comparação com um paciente em coma, ligado a aparelhos, tomando antibióticos na veia e pela boca - no dizer dele, nos últimos 30 anos. O constrangimento maior é pela desonestidade histórica. A estabilidade econômica brasileira não começou em janeiro de 2003, na posse de Lula no primeiro mandato, mas ainda no Governo Itamar Franco. Refrescando a memória: O Real foi lançado no Governo Itamar, por equipe econômica comandada pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso e depois pelo então ministro Ciro Gomes.

O Plano foi concebido para aniquilar a hiperinflação. Inclui a substituição da moeda pelo Real, depois de passar pela fase da Unidade Real de Valor (URV), a partir de 1º de julho de 1994.

Não faz tanto tempo assim. Em termos de história, nada. E não custa lembrar, por dever de registro. Não há, contudo, uma só referência pública da parte do presidente Lula ou de qualquer membro da equipe econômica sobre a herança bendita recebida.

Bela capa







Enganação no Diário


O Diário não precisa enganar seus leitores como tentou hoje num título da p.3:

Presidente do TSE escreve para o Diário

Para que não houvesse dúvida, lascou este texto:

O Ministro Marco Marco [eco?] Aurélio Melo, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e Ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, na véspera do julgamento dos processos sobre fidelidade partidária, escreve o seguinte texto para o Diário do Nordeste:

Não restou dúvida: o Ministro escreveu "às vésperas do julgamento" exclusivamente para o Diário, certo? Errado. Talvez nem tenha sido culpa do jornal, talvez tenham lhe vendido o artigo como exclusivo.

O artigo foi publicado dois dias antes na Folha de S. Paulo, edição de domingo (30/09).



Assinantes da Folha ou Uol podem ler, clicando aqui A traição não consentida

O mesmo artigo no Diário, você lê aqui Presidente do TSE escreve para o Diário

O quê de quem?


Foto de Kiko Silva na capa do Diário.

Jovialidade é alegria

Senilidade não é antônimo de jovialidade. Muita gente confunde juvenil (jovem) com jovial (alegre). Pesquei dois exemplos hoje, um na Sônia Pinheiro (O Povo), outro no Lustosa da Costa (Diário).

Lustosa da Costa
Dona Dolores, na jovialidade dos seus 93 anos...


Sônia Pinheiro
Patrícia estava super jovial trajando uma batinha de algodão bege e calça jeans de corte reto