sábado, 8 de dezembro de 2007

PT estatal

Um prefeito e um secretário do Estado disputam a presidência do PT estadual.

Clayton, no Povo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O bispo pega corda

Padre Marcos também chamou pelo nome certo o ato do bispo franciscano dom Luiz Cappio. O frade está perdendo o dom do discernimento numa causa que não é consensual. É pastor de uma igreja universal e precisa zelar para que todas as ovelhas tenham água, e não só as do seu redil. E precisa zelar pela vida, pela sua própria vida. O que faz não é cristão. Comentei no post Suicídio de Cappio .

Padre Marcos sugeriu ao bispo de Barra ouvir a música Procissão, de Gil. Ele disse que era do Chico e ainda acrescentou os versos "Meu divino São José, dai-nos chuva com abundância":

Seria bom que Dom Cappio escutasse a música "Procissão" de Chico Buarque: "Meu divino São José, dai-nos chuvas com abundância... lá vai passando a procissão se arrastando que nem como cobra pelo chão, esperando aqui na terra o que Jesus prometeu... só depois de morrer no sertão". Amém!

A letra pode ser conferida aqui.

Para ler o artigo, clique Suicídio do bispo .

América Latrina

Para um presidente de mierda...

Quero roubar uma bicicleta neste Natal



Frase ouvida de uma criança de quatro anos, contaminada pela violência, numa escola do Bom Jardim, conforme matéria Professores estão pagando escolta do Diário.


Fotos de Fábio Lima









quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Só dá 24 no Diário

Haja 24 na capa do Diário: 24 produtos barateados, 24% de alta na gasolina.

O redator se contaminou e trocou as bolas, logo na manchete. Os dois destaques do título estão contraditórios. Colocou 24, à esquerda, e 29 na direita. Números diferentes para um mesmo percentual.


Hilariante
Na chamada sobre eleições petistas, chama um dos candidatos de Ilário, no título, e Hilário, no texto

Reclamante
A editoria de Política do Diário tem predileção pelo verbo reclamar. Se fizerem uma pesquisa, deve ser a palavra mais recorrente nos títulos lá. Apesar da predileção, de vez quando, escorregam na regência do verbo, como ocorreu hoje, na p.3.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Notícia burocrática

A editoria de Política do Diário é mestre em esconder notícias. O pedido de licença para tratamento médico do deputado Carlomano Marques foi noticiado sem qualquer contextualização, burocraticamente em meras 15 linhas de uma coluna. Por quê? Qual a doença, os reais motivos? Nenhuma palavra sobre.

Se quiser ler uma notícia completa, veja no Povo Carlomano pede licença

A sorte do leitor do Diário é que o autor da coluna Comunicado gosta de política e, de vez em quando, socorre seus leitores das omissões das páginas anteriores. Mereceu até ilustração.







Anac derruba versão do Povo

Afirmação oficial da Anac atinge em pleno ar a principal acusação de irregularidade feita pelo Povo contra a TAF. O Povo deu destaque a uma informação errada que, segunda a prepotência da nota da redação, teve "rigorosa apuração".

Em vez de um pedido de desculpas a seus leitores, a arrogância de sempre dos jornalistas. O título da matéria de hoje é arrogante e mentiroso: Anac derruba versão da TAF.

O destaque da acusação era a manutenção vencida, expressão destacada em vermelho e caixa alta como se pode ver na imagem abaixo, publicada na p.22 (01/12/07).
Para fazer a acusação, o Povo não ouviu a Anac. Se tivesse ouvido, não teria pagado tamanho mico. O Povo, de forma marota, ressaltou a informação de que o helicóptero era de uso privado e jogou para o final o principal. O jornal trocou de repórter na cobertura, mas manteve a postura de quem se recusa a admitir erros. Veja aí onde ele escondeu a informação da Anac que derruba a principal acusação do Povo.

Manutenção
A Anac também repassou informações sobre o processo de manutenção de aeronaves, previsto na legislação. De acordo com a agência, são três os tipos de manutenção: de aviação geral, em que a relação dá-se mais entre o fabricante e a empresa; a mantida por empresas aéreas, e a de uso privado. Por se tratar, oficialmente, de um veículo de uso privado, junto à Anac, o helicóptero que estava à disposição do governo teria vistorias "diretas" pela própria oficina da TAF, e "indiretas", pela Anac, a cada seis anos. A Anac confirmou a informação da empresa, de que o helicóptero teve o registro de aeronavegabilidade renovado, no dia 23 de novembro. Até então, o site da empresa informava que a última manutenção havia vencido no dia 27 do mesmo mês, um dia anterior ao pouso forçado.

Só uma curiosidade e uma pergunta aos senhores jornalistas, os donos da verdade: não seria mais honesto iniciar esse parágrafo com a informação que destacamos, em vez desse lengalenga técnico? Ah, e esse "junto à" quer dizer "ao lado".

Bom, então por qual motivo Povo disse que a Anac derruba a versão da TAF e não o contrário, como demonstramos? Arrogância. Vamos ao texto que inicia a matéria.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou ontem que o helicóptero de prefixo PT-HYS, de propriedade da TAF Linhas Aéreas, e que fez um pouso forçado com o governador Cid Gomes a bordo, na semana passada, é registrado junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como sendo de Serviço Aéreo Privado (uso particular).

Ora, a nota da TAF não nega que o helicóptero seja de uso particular, mas afirma que, em alguns casos, pode-se utilizá-lo para fins comerciais. Isso O Povo não esclareceu, nem deve ter perguntado a Anac.

Hoje, o jornal noticia a conquista do Prêmio Esso, nacional. Merecido, um trabalho bonito, oportuno e muito bem elaborado. Completamente o contrário do que fez nas matérias sobre a TAF.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Nota da redação

O Povo tenta rebater a nota da TAF sobre irregularidades na matéria do jornal, com argumentação muito frágil. E começa de forma agressiva, como se não tivesse razão.

A nota da TAF Linhas Aéreas não resiste à mais simples análise, quando comparada ao conteúdo do que O POVO tem publicado, com exclusividade,

O Povo está mentindo nesta nota da redação, principalmente nos seguintes pontos.

Tudo que publicamos acerca do assunto foi resultado de uma rigorosa apuração que atendeu ao que exige a boa técnica jornalística.

Na verdade, apuração se baseia apenas em dados do site da Anac. Isso está a milhas e milhas de uma rigorosa apuração.

Todas as informações publicadas foram submetidas a checagem suficiente para lhes garantir legitimidade.

As informações não foram checadas, repito, apenas se basearam no site. Uma leviandade. Da mesma forma, como seria leviandade minha afirmar que o Povo não publicou matéria no dia primeiro de dezembro, baseado no fato de que o site do jornal, nas edições anteriores, ao clicar em política, informar "sem notícias".


É a Anac, não nós, que atesta a irregularidade do uso daquela aeronave no vôo, por se tratar de um helicóptero de uso proibido para fins comerciais. É a Anac, não nós, que mantém a informação em seu site, até hoje, de que está vencida a matrícula do aparelho, legalmente impedindo-o de voar.

O Povo disse que o helicóptero estava com manutenção vencida (acusação mais grave) com base em informação de site. E notem que começou a inverter. Na matéria original, o principal ponto era a manutenção, agora já é uso para fins comerciais. Que jornalismo é esse?

O senhor Jurandir Pessoa, com quem a reportagem realmente falara nos dias anteriores, quarta e quinta-feira, não retornou ao recado deixado com sua secretária na sexta-feira, quando estava em produção o material levado à edição de sábado. Quanto à assessoria de imprensa, sediada em Recife, encaminhou nota oficial, de fato, mas após o fechamento da matéria.

Típica arrogância do jornalismo. Como a informação chegou "após o fechamento da matéria", ela não foi considerada. Isso é uma inversão total. O fechamento da matéria sem a versão do acusado é que está errado. A matéria não poderia ter sido "fechada". Que horas mesmo chegou a informação da assessoria? E mesmo assim, por que a nota da empresa não foi divulgada nas edições posteriores? Muito estranho.

FAC-SÍMILE
Para tentar dar legitimidade às suas "informações", O Povo publicou fac-símile. Ilegível. Fiquei com especial curiosidade a respeito do email da Anac, mas o jornal me proibiu de lê-lo. Pouco espaço no jornal. Compreensível, certo? Não, pois o material poderia estar bem visível no site, no conteúdo extra. O Povo optou por esconder. Suspeito de que isso encobre uma apuração irregular da matéria.

E o jornal, na mesma página, dá uma prova inequívoca de que não houve apuração razoável, no elemento "o que falta ser esclarecido". Se tivesse havido uma apuração simples, não restaria esse trio de dúvidas, conforme quadro abaixo.


As respostas essas perguntas acima, O Povo era obrigado a fornecer. A propósito, um leitor apontou essa fragilidade em comentário no site do jornal:


"COmo curiosa que sou fui até o site da ANAC, lá diz claramente que a empresa TAF,possui o certificado CHETA, que lhe autoriza a fazer manutenção de aeronave, no proprio site da ANAC, eu mesma procurando no site posso responder as perguntas do reporter como: Quem autoriza a aeronave a decolar foi a torre de controle, a mesma verifica a situação das aeronaves e do piloto antes de dar autorização, se foi dada é pq não havia nada errado. A TAF, segundo o site da ANAC, tem SIM autorização para FAZER a manutenção das suas proprias aeronaves,sobre a Inspeçao de manutenção a aeronave decoloupois já tinha efetuado a manutenção por sua oficina propria regulamentada e autorizada pela ANAC, todas essas respostas qualquer um pode encontrar no site da ANAC. inclusive o proprio reporter. Se na visão do reporter essa materia é de grande ultilidade publica, porque ele nao procurou a ANAC, inves do site,pois na ANAC, pode se encontrar respostas oficiais. Eu como gosto muito de materias investigativas, não compreendo ainda as duvidas do reporter, espero ter ajudado o sr reporter.
Mara Araujo Alves

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

TAF dá um xeque no Povo

Havia mais irregularidade na capa do Povo do dia primeiro, além daquelas quatro que apontei aqui no mesmo dia no post Meia verdade no Povo.


Havia problema mais grave, a manchete.

A matéria comete irregularidade. Fui ler o texto, curioso com a resposta da TAF.

Ela pôs em xeque a credibilidade do jornal. Os dois sobrevivem de credibilidade, a empresa aérea muito mais. Em nota nos jornais, menos no Povo, a TAF diz que O Povo "abriu manchete pondo em cheque o respeito e a credibilidade" da empresa.

A despeito do erro ortográfico ou fina ironia, a TAF rebate ponto por ponto a matéria e desmente no principal: o helicóptero não estava irregular, ao contrário da grave acusação feita em manchete pelo jornal.

À matéria.
O texto diz que o helicóptero estava irregular, e fundamenta:"O Povo apurou que a aeronave alugada pela TAF Linhas Aéreas para o governo não poderia ser utilizada em aviação comercial" e estava com a manutenção vencida. E ainda que a empresa poderia ser penalizada (sic).

Uma acusação desta magnitude não pode se sustentar em "apurou". Carece de uma posição oficial. Ao contrário, parece a versão de um concorrente, pois logo o texto vai informar que o governo está insatisfeito e vai abrir licitação para se livrar da TAF. Espere só pra ver.

E quanto à informação de que "a empresa pode ser penalizada pela Anac" se baseia neste trecho.

O Povo entrou em contato com a Anac para saber das penalidades às quais a empresa que realiza este tipo de vôo irregular estaria sujeita. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, se ficar comprovada a irregularidade, a empresa pode ser notificada e multada.

Uma resposta correta e genérica para uma pergunta genérica e incorreta. Se houve o contato com a Anac, as perguntas cruciais são outras. Essa seria só a sobremesa. Por que não perguntou ao órgão se a empresa estava irregular, se era possível uso do helicóptero para fins particulares naquele caso? Não foi esclareciddo quem deu essas informações, ficou a penumbra reclamando luz neon.

A única resposta a uma pergunta do Povo, serve para qualquer empresa em situação irregular. A pergunta é: estava irregular?

Prestem atenção no caráter pedagógico do que vem aí.

"Assim como um carro particular não pode ser usado como táxi sem a devida autorização, uma aeronave particular não pode ser usada como táxi aéreo", explicou ao O Povo, uma fonte ligada à prestação de serviços do gênero.

Fonte ligada a prestação de serviço do gênero é outro nome para concorrente. Isto é, há suspeita de que a fonte do jornal esteja querendo usar o veículo para atacar adversário comercial. Neste caso, maior o cuidado. E mais se impõe a versão do outro lado, ausente na matéria. Faltou cuidado, talvez a pressa do furo. Um órgão oficial teria que estar respaldando o matéria, não fontes do ramo e apuração sem explicação. Ficou devendo.

O texto vai num crescendo, aumenta a gravidade. Boa técnica.

Além do problema em relação à categoria do uso da aeronave, o helicóptero alugado pelo governador apresentava outra grave irregularidade. Segundo informações da Anac, o helicóptero teve sua manutenção vencida no dia 27, um dia antes de apresentar o problema no vôo.

Esse pessoal que dá os prazos também precisa ser punido. Dão um prazo fatal, pois um dia depois dele já será causa de incidente.

A nota da TAF diz que fez a manutenção dentro do prazo e que a informação estava no site da Anac.

O Povo, que não ouviu a Anac no tema central da acusação, explica que não foi possível falar com a TAF. A empresa é categórica ao desmentir:" falou sim com o gerente comercial Jurandir Pessoa, além da própria assessoria de comunicação, em e-mail enviado após contato telefônico".

O texto da nota ainda faz um convite:

"tendo em vista a distância entre a sede do jornal e o areoporto Pinto Martins, estação antiga, poderia ter sido visitada pelos insteressados na melhor informação."

É mesmo bem ali.

Houve irresponsabilidde, ingenuidade ou a credibilidade do jornal em cheque.


PS. No site da Anac, a empresa está com a manutenção em dia, conforme quadro abaixo.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Que é isso, meu véi?



Está faltando uma vogal no título da coluna Política. O Povo ainda insiste em anunciar estréia de coisas novas, como publicado na p. 12, na matéria Novo programa estréia na TV O POVO.



E ainda esqueceram o hífen em infra-estrutura na p.12 do Vida & Arte.

Suicídio de Cappio


O equivocado gesto do bispo de Barra contra a transposição do São Francisco mereceu comentário certeiro da coluna Concidadania do Povo. A coluna qualifica de chantagem a ação "franciscana". Se o bispo quer mesmo se suicidar, não custa lembrar que seu nome, de origem italiana, quer dizer laço, laçada.

MIRAÇÃO
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, ao tentar chantagear o governo brasileiro com uma nova greve de fome, envereda pela tentação autoritária e messiânica que imagina ter respaldo numa sociedade complexa e sofisticada como a brasileira. Se é fanático, do ponto de vista político, seu comportamento como quadro hierárquico de uma religião que sempre condenou o suicídio é verdadeiramente escandaloso para os católicos. Ainda que sua posição política fosse correta (e não é), não poderia - como membro de uma religião que prega a sacralidade da vida e a supremacia do espiritual sobre o temporal - enveredar por um caminho de absolutização do temporal. Uma leitura da encíclica do papa, lançada neste fim de semana, e que já circula na Internet, poderia servir para alertá-lo do quanto está equivocado e afastado da doutrina da Igreja. É de se supor que ele faz isso movido pela convicção íntima de estar correto (os hospícios estão cheios de Napoleões Bonaparte), mas, o povo brasileiro não pode pagar pela crise de auto-ilusionismo de alguém que teve a infelicidade de perder a capacidade de discernimento. Resta esperar que o papa consiga levá-lo a recuperar o bom senso.
Leia a coluna toda aqui

Belezada

Na capa do Diário
Foto: Silvana Tarelho

Cores de Fortal

Foto do dia, de Dário Gabriel, na capa do Povo.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Natação borbulha


Foto do dia, de Fco. Fontenele, na capa do Povo.

Meia verdade no Povo

Três deslizes na língua e uma inverdade na capa do Povo. Comecemos pela meia mentira.

A Petrobrás, pelo que se lê na matéria Petrobras está disposta a negociar, não sabe nem que tem uma dívida no Ceará, apesar da abertura do texto dizendo o contrário. Ficou bem claro neste trecho:
Gabrielli diz que o governo cearense não o procurou para comunicar nenhuma dívida e que não tem conhecimento sobre o assunto.

Apesar da clareza do presidente da Petrobrás, os repórteres insistiram no contrário, talvez para não contrariar matéria anterior do jornal que dizia que a estatal reconhecera a dívida. Se ela nem sequer foi cobrada, como iria reconhecer a dívida?
Disse bem o Diário na manchete do caderno Negócios: Gabrielli afirma desconhecer dívida com o CE

Agora, as questões com a língua.

Tenho a impressão de que a Xuxa não faria estréia de programa velho. Redundância desnecessária. E o verbo da chamada dos Engenheiros, tenho também a impressão de que deveria estar no plural.


E nessa chamada sobre o dia mundial de combate à Aids, há um problema de regência, acho, com o verbo "reduzir".

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Arrastão perto do Iguatemi


Arrastão no início da noite nas proximidades do Iguatemi foi noticiado com informações díspares no Povo e Diário.

O número de bandidos é 60 no Povo e cai para mais de 20 no Diário (se bem que "mais de 20" pode ser de 21, 60, 100... etc).

Para O Povo, a polícia não prendeu ninguém. No Diário, 5 presos. Taí a foto, de Miguel Portela.

Trocaram o deputado

Artur Férrer ou Heitor Bruno? O deputado Heitor Férrer, todo bonitinho de estola pink à direita, foi chamado pela Sônia Pinheiro (p.2 do Vida & Arte) de Artur Bruno.

Show do Clayton


O IDH do Brasil, segundo Clayton (O Povo).

Inadvertência Vertical

A sempre atenta Vertical (O Povo) desinformou na última oração do tópico ao lado. Carlomano entregou o cargo ontem pela manhã, conforme matéria da p.21, que pode ser lida aqui Briga faz deputado deixar Procuradoria

Crise no Buchicho

Um dos mais lidos cadernos, o Buchicho é o único do Povo que não está no formato digital. Mas o tema de hoje não é esse. Foi o que os jornalistas costumam chamar de "barrigada". Uma falsa notícia ocupou toda a capa da edição de ontem.

Nada, no texto interno do caderno, sustenta a afirmação da capa de que o "autor de Duas Caras vai mesmo deixar a novela". E ainda é de gosto duvidoso o recurso gráfico de colocar Aguinaldo numa janela de avião para rimar com "crise no ar". Crise de criatividade.

Hoje, o Povo se desmente. O assunto, que mereceu capa ontem, foi parar no blog, postado ontem às 12h12.

É O Povo mostrando que a verdade tem duas caras.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Inaceitável

Neste elemento de destaque, no cabeçalho da p.3 do Diário, uma pequena frase com dois erros crassos. Um, de concordância. O verbo deveria estar no plural. E colocaram vírgula separando o sujeito do verbo.



Kombi sem acento

Não, não é um carro sem assento. E nem reclamo da falta de acento gráfico em Kombi.
É a manchete do caderno Automóvel que veio sem o trema.
Veja aí:

terça-feira, 27 de novembro de 2007

PCezão



Qual seria a justificativa para colocar maiúscula em Capitais, ironia ou homenagem aos marxistas?

É a manchete da p.3 do Diário. Aqui: PC do B quer ter candidatos nas Capitais

Desatenção na capa

Os jornais estão descuidando da capa. Texto truncado é falta de atenção. Ocorreu ontem no Povo, comentado no post abaixo Quatro em uma no Povo .
Hoje, a do Diário. Mais grave, pois no texto da manchete.

O texto fala de 21 acusados de envolvimento com pistolagem. Segundo o jornal, "dos acusados, 10 são policiais militares e outros 11 são pessoas civis".
Duas considerações. Os policiais não são pessoas? Esse "pessoas civis" está mais próximo de pessoa civilizada do que para o contrário de militar.

E ainda telegrafou:
Gravações feitas com autorização judicial implicam os investigados.

Bom, pode argumentar que o "telefônicas", que complementaria "gravações", está implícito.

Mais embaixo, na chamada sobre transplantes, faz o inverso:

Até ontem, 538 cirurgias do tipo haviam sido efetivadas.

Esse "do tipo" está sobrando. Pede pra sair!

Texto avariado


Que tipo de escrita é esta que veio na abertura da manchete da p.6 do Diário?
Viana avalia "natural" a obstrução...
Tenho a impressão que, em língua de gente, seria "considera natural". Se não abrir mão do "avalia", poderia ser "avalia como natural".
Como diz Tião Viana, estamos no limite.

Dicionário eletrônico

É sabido que devemos ter cuidado com informações obtidas na internet. Há de tudo. O que me surpreendeu é que até dicionários de alto prestígio, como o Caldas Aulete, um dos melhores da língua portuguesa, esteja eivado de erros.

Ao pesquisar o verbete "anti" encontrei três erros numa só oração. Os erros, é bom lembrar, só estão na versão eletrônica:

E seguido de hífen quando se liga a el. começado por h, r ou a.: anti-histórico, anti-regulamentar, anta-soviético.
No livro, lê-se:
É seguido de hífen quando se liga a el. começado por h, r ou s.: anti-histórico, anti-regulamentar, anti-soviético
.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

"Presidente mentiroso!"

Por que no te callas?


Diário é reis

O Diário fez uma homenagem plural ao mestre Geraldo Barbosa, do maracatu Rei de Paus. O autor da matéria, Sérgio Pires, escreveu no singular, como deve ser. Mas o Diário, na capa e na legenda da p.5 do Caderno 3, acrescentou o "S".

Mais duas da série "aviso aos estudantes". Uma está na p.5, na matéria Deputados do PSDB discutem as votações:

Mas só se confirmará essa assestiva do deputado João Jaime se a bancada, por sua maioria, assim decidir.

É o que dá deixar de lado a simplicidade. Essa palavra "assestiva" não existe, mas assertiva. Quer dizer: afirmação. Assim, o autor do texto não teve asserto nem acerto.

O outro exemplo está na p.19, na matéria Polícia reprime protestos anti-Putin
Este hífen não faz parte do protesto, retirem-no.

Icapuí para trás

O Povo traz matéria sobre os 36 municípios cearenses que têm as escolas, entre as mil piores do Brasil, segundo a avaliação do MEC. Das 36 cidades, 33 aderiram a um plano de apoio governamental. As prefeituras vão receber dinheiro e se submetem a um plano de metas de melhoria.

Curioso é o caso de Icapuí. Primeiro, o estranhamento. A sempre louvada administração petista da simpática cidade litorânea está entre as piores na educação. Agora, veja o que disse a secretária de Educação:

A meta, de acordo com Ana Melo, é fazer com que Icapuí passe de 2,3 para 2,7 na próxima avaliação do IDEB.

Detalhe: como mostra o quadro, Icapuí já figura com 2,7.



A matéria está na p.11 e aqui Municípios buscam apoio do MEC para melhorar educação

Vida & Arte perde o norte

E não foi por causa da chamada sobre o Cine Ceará (quem abre as inscriçoes?).

Foi no texto que explica a manchete do caderno, veja imagem abaixo.


Quatro em uma no Povo

Quatro senões na capa do Povo: gráfico, ortográficos, semânticos.

Ao anunciar a estréia de blog do jornal, pensei que o autor dele seria o ministro Luiz Marinho, cuja foto está "colada" na chamada do blog. A foto, na verdade, pertence a uma chamada, logo abaixo, de entrevista com o ministro.

Logo ao lado, na chamada sobre a morte de uma menina, foi grafado erroneamente a palavra caixa-d'água.

Já na chamada sobre o prêmio Delmiro Gouveia, a frase foi truncada.

No texto da manchete, que fala sobre o pedido de socorro de cidades cearenses, com as piores notas do IDEB, uma impropriedade:
ofertará apoio financeiro para que os municípios revertam a situação.
Reverter é voltar ao ponto de partida. Seria apropriado se a escola fosse boa e tivesse ficado ruim. Reverter, aí, seria voltar a ser boa. Não é o caso da manchete.