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terça-feira, 15 de abril de 2008

Comendo mosca

O Povo vacilou e comeu mosca, levou furo do Diário que, na edição de ontem, anunciou o fechamento do acordo entre PT e PMDB em Fortaleza. Hoje, o jornalista Fábio Campos pôs o dedo na ferida:

antecipado pela Coluna Política de sábado, foi o fechamento, na noite de sexta-feira, do acordo entre a prefeita Luizianne Lins (PT) e o presidente do PMDB, Eunício Oliveira.

A coluna de sábado abriu assim:

Pelo desenrolar dos acontecimentos, o PMDB vai oficializar sua participação na aliança em torno de Luizianne Lins (PT). Para ontem à noite, após o fechamento da Coluna, havia a previsão de um encontro entre o presidente do PMDB, Eunício Oliveira, e a prefeita. Antes do encontro, o deputado federal já declarava abertamente que o caminho do partido é compor a aliança.

A editoria de Política não leu a coluna ou dormiu no ponto. Não foi atrás da notícia "antecipada" na coluna. Ou então está muito ruim de fonte. Resultado, o Diário saiu na frente.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Porcos

Foto: Gustavo Pellizzon
Excesso de palavra torna um texto porcaria. Exemplo disso publicou o Diário na p.3. O jornalista poderia ter escrito, sem prejuízo: serão eleitos dois senadores por Estado. Mas resolveu acrescentar uma palavra e se fez a cacofonia:
...serão eleitos dois senadores por cada Estado.

Para ler a matéria: Coligação para prefeito e Câmara


VERMINOSO
Por falar nisso, a coluna Leda Maria de ontem abriu com um verso de Florbela Espanca:
"Se tu viesses ver-me".
Um gaiato poderia parodiar: Se tu viesses, verme.

sábado, 5 de abril de 2008

Ombudsman Fábio Campos

Ao ler a coluna Política, de Fábio Campos, lembrei de comentário feito por leitor indignado, publicado no post A mãe do dossiê:

É preciso que fique registrado esse período triste de engajamento mal disfarçado (sob domínimo ideológico e econômico), desse noticiário preguiçoso, postiço (é tudo suposto isso, suposto aquilo, teria, seria, poderia). É uma indecência o que está acontecendo, envolvendo, principalmente, alguns sujeitos que só não são mais pedantes por falta de espaço.

Fábio Campos fala das manobras diversionistas da cultura política que se instalou no Brasil. Ele escreve dossiê, sem aspas ou adjetivação. Caso raríssimo de se encontrar, principalmente no Povo que ainda hoje, apesar de todas as evidências, ainda o trata de "suposto". Aqui, o colunista dá uma de ombudsman:

Nessa história toda, o que impressiona é como parte da imprensa brasileira está caindo nessa conversa...

Na imprensa brasileira, onde atua fortemente uma "bancada petista", inclui-se obviamente O Povo. Não deixe de ler a coluna de hoje: Em voga, dossiês e manobras diversionistas