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terça-feira, 15 de abril de 2008

Comendo mosca

O Povo vacilou e comeu mosca, levou furo do Diário que, na edição de ontem, anunciou o fechamento do acordo entre PT e PMDB em Fortaleza. Hoje, o jornalista Fábio Campos pôs o dedo na ferida:

antecipado pela Coluna Política de sábado, foi o fechamento, na noite de sexta-feira, do acordo entre a prefeita Luizianne Lins (PT) e o presidente do PMDB, Eunício Oliveira.

A coluna de sábado abriu assim:

Pelo desenrolar dos acontecimentos, o PMDB vai oficializar sua participação na aliança em torno de Luizianne Lins (PT). Para ontem à noite, após o fechamento da Coluna, havia a previsão de um encontro entre o presidente do PMDB, Eunício Oliveira, e a prefeita. Antes do encontro, o deputado federal já declarava abertamente que o caminho do partido é compor a aliança.

A editoria de Política não leu a coluna ou dormiu no ponto. Não foi atrás da notícia "antecipada" na coluna. Ou então está muito ruim de fonte. Resultado, o Diário saiu na frente.

domingo, 13 de abril de 2008

Não tem sentido

Na coluna Política (O Povo), o jornalista Fábio Campos cometeu dois deslizes. No primeiro tópico, afirmou que o PSDC tem um deputado no Ceará, Gomes Farias. Tem dois, também Ely Aguiar.

No segundo tópico (MONTUROS TÊM "ESTÍMULO" MUNICIPAL ), deu abrigo a um argumento que fere a cidadania. Um leitor, no melhor estilo "lei de Gerson" defende que a Prefeitura recolha o entulho que ele produziu na sua casa:

‘A Prefeitura não retira entulho de particulares, só o que está em via pública’. Entendeu? Se eu jogasse o entulho na rua e chamasse o 0800, eles viriam, caso contrário, não. Isto é ou não é um incentivo para sujar a cidade? O dilema do cidadão está entre contratar uma empresa particular de coleta, que cobra entre R$ 70,00 a R$ 120,00, dependendo do tipo de entulho que vai retirar, por caçamba, ou um puxador de carrocinha, que faz a retirada por R$ 5,00, talvez menos.
Desculpa, Fábio, não há dilema para o cidadão. Ele deve cumprir seus deveres para usufruir dos direitos. É obrigação dele recolher o entulho e não da Prefeitura. A coluna continua:

Cidadania não se mede por valores monetários, lógico, mas, a grosso modo, digamos que só investirá de R$ 65,00 a R$ 115,00 no recolhimento do entulho quem tiver alto grau de consciência cidadã - além de dinheiro disponível. Caso contrário, rua com o entulho - ao custo de R$ 5,00. Não seria mais inteligente a Prefeitura recolher o entulho residencial e de pequeno porte antes, já que, provavelmente, em vista do ‘custo-cidadania’, terá de recolhê-lo depois?”. Tem sentido.
A primeira frase acima tem todo sentido. Pois o cidadão poderia estar num dilema meio sórdido. Arcar com os custos para recolher o entulho que ele produziu ou se submeter a multa no caso de "rua com o entulho". O cidadão está querendo privatizar o Estado, fazendo com que toda a sociedade (via IPTU) pague por uma dívida que é só sua. E isso não tem o menor sentido.

PS: a expressão é grosso modo, e não a grosso modo

sábado, 5 de abril de 2008

Ombudsman Fábio Campos

Ao ler a coluna Política, de Fábio Campos, lembrei de comentário feito por leitor indignado, publicado no post A mãe do dossiê:

É preciso que fique registrado esse período triste de engajamento mal disfarçado (sob domínimo ideológico e econômico), desse noticiário preguiçoso, postiço (é tudo suposto isso, suposto aquilo, teria, seria, poderia). É uma indecência o que está acontecendo, envolvendo, principalmente, alguns sujeitos que só não são mais pedantes por falta de espaço.

Fábio Campos fala das manobras diversionistas da cultura política que se instalou no Brasil. Ele escreve dossiê, sem aspas ou adjetivação. Caso raríssimo de se encontrar, principalmente no Povo que ainda hoje, apesar de todas as evidências, ainda o trata de "suposto". Aqui, o colunista dá uma de ombudsman:

Nessa história toda, o que impressiona é como parte da imprensa brasileira está caindo nessa conversa...

Na imprensa brasileira, onde atua fortemente uma "bancada petista", inclui-se obviamente O Povo. Não deixe de ler a coluna de hoje: Em voga, dossiês e manobras diversionistas